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Como calcular o turnover de funcionários?

Descubra como calcular o turnover dos funcionários da sua empresa de maneira prática.
Tempo de leitura: 5 min
como calcular o turnover de funcionários

Em um mercado cada vez mais competitivo, reter talentos virou uma prioridade para as empresas. Não à toa, muitos profissionais de RH estão atentos a como acompanhar e calcular o turnover de funcionários, e claro, como agir em cima dele.

Isso porque o turnover, dependendo da forma como você calcula ele, é possível interpretar o número de diferentes formas.

Quer entender as variáveis? Então continue a leitura e confira.

O que é turnover de funcionários?

O turnover de funcionários (ou apenas rotatividade) é um indicador que mostra a taxa de desligamentos em uma empresa dentro de um período, como no mês, trimestre ou ano etc.

Ao acompanhar esse indicador, RH e as lideranças entendem se a empresa está conseguindo reter talentos e manter a equipe estável o suficiente para sustentar produtividade, qualidade e cultura.

O ponto a ser analisado aqui é que quando a rotatividade é alta, é comum ver impactos como aumento de custos com rescisões e novas contratações, perda de conhecimento, sobrecarga do time e queda no engajamento, por exemplo.

Outro ponto importante a ser entendido é que o turnover não se refere apenas a demissões. Saídas voluntárias também impactam nesse indicador. No entanto, esse tipo de análise vai ser aplicada ao tipo de turnover que você quer analisar.

Tipos de turnover

Um dos erros mais comuns ao acompanhar rotatividade é olhar apenas para “o turnover da empresa” como se fosse um único indicador. Na prática, existem diferentes tipos de turnover, e cada um responde a perguntas diferentes.

Existe ainda, alguns recortes que você pode aplicar (um turnover por área, por exemplo), para fazer uma análise mais focada no que você deseja saber.

Turnover geral

O turnover geral é a rotatividade “mais ampla”: ele considera todas as saídas de colaboradores em um período, independentemente do motivo.

Ele serve como uma visão macro para entender se o quadro está estável ou se a empresa está perdendo muitas pessoas ao longo do tempo.

O ponto de atenção é que, sozinho, ele não explica as causas, por isso costuma ser o primeiro número a ser acompanhado, mas não o único.

Turnover voluntário

O turnover voluntário mede apenas as saídas em que o colaborador decide pedir demissão.

Esse tipo é especialmente importante para o RH porque costuma estar ligado a fatores de retenção, como liderança, clima, remuneração, benefícios, desenvolvimento, perspectivas de carreira e condições de trabalho.

Quando ele sobe, é um sinal de alerta para investigar “por que as pessoas estão escolhendo sair” e em quais áreas, perfis ou lideranças isso acontece com mais frequência.

Turnover involuntário

O turnover involuntário considera os desligamentos que acontecem por decisão da empresa, como demissões por desempenho, cortes, reestruturações ou ajustes de quadro.

Ele ajuda a entender se há um volume relevante de saídas geradas por decisões internas e pode indicar a necessidade de rever critérios de contratação, alinhamento de expectativas, treinamento, gestão de desempenho ou até processos de planejamento de pessoas.

Também é um indicador útil para diferenciar rotatividade “natural” de movimentos organizacionais mais estruturais.

Turnover evitável x inevitável

Essa classificação separa as saídas que poderiam ser prevenidas daquelas que estão fora do controle da empresa.

O turnover evitável inclui motivos que costumam ser influenciados por ações internas, como falhas de liderança, falta de reconhecimento, baixa perspectiva de crescimento, desalinhamento com a cultura ou sobrecarga.

Já o inevitável envolve situações mais difíceis de reter, como mudanças pessoais inevitáveis, aposentadoria, questões de saúde ou outros fatores externos. Dessa forma, o valor desse recorte é direcionar energia para o que realmente dá para melhorar.

Turnover no período de experiência

O turnover no período de experiência foca nas saídas de pessoas que deixam a empresa logo no início, geralmente em recortes como até 30, 60 ou 90 dias (ou até 6 meses, dependendo da política).

Esse tipo é um termômetro rápido para avaliar a qualidade da contratação e da integração: quando está alto, é comum haver problemas de alinhamento entre vaga e realidade, seleção, expectativas, onboarding, treinamento inicial ou acompanhamento da liderança no começo da jornada.

Turnover por recortes

O turnover por recortes é a forma de análise que revela onde a rotatividade está concentrada.

Em vez de olhar só o número consolidado da empresa, o RH calcula e compara a rotatividade por área, cargo, unidade, gestor e tempo de casa, identificando padrões e focos de atuação.

Esse desdobramento é importante porque um turnover global aparentemente controlado pode esconder um problema sério em um time específico e é justamente esse recorte que transforma o indicador em ação prática.

tipos de tunover ou rotatividade

Como calcular turnover de funcionários?

O cálculo de turnover é simples. O mais importante é definir o período (mês, trimestre ou ano) e usar a mesma regra sempre, para comparar os resultados de forma justa.

A fórmula mais utilizada em RH mede a rotatividade a partir do total de desligamentos no período em relação ao tamanho médio do quadro de colaboradores no mesmo intervalo.

A conta fica assim:

Turnover (%) = (Número de desligamentos no período ÷ Número médio de funcionários no período) × 100

Algumas observações:

1) Defina o período que você vai analisar

Você pode calcular o turnover de funcionários por mês (mais útil para acompanhar tendências e agir rápido), por trimestre ou por ano (mais estratégico). O importante é escolher um recorte e manter consistência.

2) Conte quantos desligamentos ocorreram no período

Aqui entram as saídas ocorridas dentro do período definido (por exemplo, de 1º a 31 de janeiro), conforme a regra do RH e, se possível, já separando o que é voluntário e involuntário para análises futuras.

3) Calcule o número médio de funcionários no período

O jeito mais prático e comum é fazer a média do headcount do início e do fim do período:

Média de funcionários = (Funcionários no início + Funcionários no fim) ÷ 2

Por que acompanhar o turnover na gestão de pessoas?

O turnover é essencial porque ele funciona como um termômetro da saúde da relação entre pessoas e empresas.

Dessa forma, quando a rotatividade aumenta, dificilmente o impacto fica restrito ao RH: o negócio sente na produtividade, na qualidade das entregas, no atendimento ao cliente e na capacidade de manter conhecimento e ritmo.

Além disso, o turnover tem efeito direto em custos: desligamentos geram despesas rescisórias e, logo em seguida, vêm os custos de reposição, como recrutamento e seleção, tempo da liderança em treinamento, integração e a própria curva de aprendizagem até a pessoa nova performar bem.

Outro ponto importante é que o turnover ajuda a revelar problemas que, às vezes, aparecem de forma difusa no dia a dia e acabam normalizados, como falhas de liderança, desalinhamento cultural, falta de perspectiva de crescimento, sobrecarga, remuneração pouco competitiva ou processos de contratação pouco assertivos

O que é um “turnover ideal”?

Não existe um número “mágico” que sirva para toda empresa. O turnover ideal é aquele que mantém a operação estável (sem perda recorrente de pessoas-chave e sem custos excessivos de reposição), mas ainda permite uma renovação saudável do quadro. Até em análises de mercado, a variação por setor pode ser grande.

Essa lógica é importante porque turnover alto pode significar perda de talentos e custo de reposição, enquanto turnover baixo demais também pode indicar pouca mobilidade e menos entrada de novas ideias, ou seja, o indicador precisa de contexto para ser interpretado.

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Foto de Sabrina Camilo
Sabrina Camilo
Sou Analista Comportamental na Sólides e entusiasta da gestão de pessoas voltada para a análise de perfis e comportamento. Graduada em Administração pela UNA, atuo há três anos como facilitadora da Formação Analista Comportamental Profiler, ajudando profissionais a dominarem a metodologia que é referência no mercado. Minha trajetória combina a especialização em gestão comportamental com a atuação em Sales Enablement, unindo o olhar humano à estratégia de negócios. Meu propósito é compartilhar como a análise de perfil pode transformar a liderança e potencializar o desenvolvimento humano nas organizações.

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