Dezembro vermelho: como o RH pode abordar o assunto na empresa?

O Dezembro Vermelho é uma campanha de conscientização sobre o combate à AIDS, promovendo a prevenção e o diagnóstico precoce. Saiba mais​.
Tempo de leitura: 3 min
imagem de campanha do dezembro vermelho

O dia 1º de dezembro marca a Luta Mundial contra a AIDS, a decisão de transformar a data em um marco para a conscientização sobre a síndrome aconteceu em 1987, na Assembléia Mundial de Saúde. Com o avanço da Infecção Sexual Transmissível (IST), em 1991, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou a fitinha vermelha, símbolo da campanha “Dezembro Vermelho”.

A intenção é conscientizar o mundo sobre a importância da prevenção, enquanto há incentivos para pesquisa e desenvolvimento de medicamentos que possam ajudar no controle e no combate à disseminação da síndrome. 

Segundo a própria ONU, o Brasil segue a contramão do mundo e — em oito anos — teve um aumento de 21% de novos casos. Esse cenário requer atenção e cuidado, afinal, abordar essa temática envolve diversos tabus, como o envolvimento da organização na preocupação com a saúde dos colaboradores.

Falar sobre o Dezembro Vermelho pode ser desafiador, mas também necessário. Quer aprender a sair de estereótipos e fazer uma abordagem acolhedora? Continue a leitura!

Levante dados sobre a questão

A conscientização é o primeiro passo para combater qualquer caso de doença, principalmente nos casos que envolvem estereótipo social. Assim como no caso de campanhas como o Outubro Rosa e o Novembro Azul, é importante tratar a questão com objetividade e informação.

A AIDS é uma síndrome infecciosa desenvolvida a partir do vírus HIV, atualmente, a cada 15 minutos uma pessoa se infecta com o vírus no Brasil. Estima-se que 886 mil pessoas vivem com HIV no país, a epidemia é considerada como estável pelo Ministério da Saúde, mas há investimentos em campanhas para inibir qualquer crescimento.

A taxa de mortalidade da doença reduziu, saiu de 5,7 óbitos/100 mil habitantes em 2014 para 4,8 óbitos/100 mil habitantes em 2017. Essa queda é garantida pelo tratamento — apoiado pelo Sistema Único de Saúde — aliada à melhoria do diagnóstico, com ampliação do teste e a redução entre o diagnóstico e início de tratamento.

É importante frisar que há uma diferença entre HIV e AIDS, a falta de informação fez com que muitas pessoas tratassem ambos — erroneamente — como sinônimo.

Entenda a diferença entre HIV e AIDS

O tratamento evoluiu nas últimas décadas, por isso, nem todas as pessoas que contraem HIV chegam a desenvolver AIDS. HIV é uma sigla em inglês para “Vírus Imunodeficiência humana”, ele ataca o sistema imunológico, responsável pela proteção do organismo às doenças.

A transmissão do HIV é — majoritariamente — por via sexual, entretanto, não é a única forma. A transfusão de sangue de sangue contaminado, compartilhamento de seringas, materiais perfurantes não esterilizados são outras formas de entrar em contato com o vírus.

A AIDS, por sua vez, é uma Síndrome da Imunodeficiência Adquirida sendo o estágio mais avançado da síndrome causada pelo vírus HIV. O organismo fica mais sujeito a diversos problemas, pois os sistema imunológico fica vulnerável. Ou seja, pode-se ficar mais suscetível a resfriados ou infecções mais graves.

Atualmente, é possível conviver com o vírus HIV com qualidade de vida. Para isso, é importante seguir o tratamento e as recomendações médicas. Quando mais cedo for diagnosticado, maiores a qualidade e a sobrevida da pessoa.

Conheça os métodos de transmissão

Muito dos preconceitos sofridos pelas pessoas que vivem com HIV estão relacionados aos modos de transmissão. A falta de conhecimento fez com que as pessoas acreditem que a saliva, por exemplo, pode ser uma maneira de contrair o vírus. Mas isso não é verdade.

Além disso, há diferentes cargas virais entre as pessoas que convivem com HIV. Algumas estão com números tão baixos que torna-se intransmissível, podendo manter-se assim por anos com o tratamento correto.

O vírus está presente no sangue e em algumas secreções do corpo como o esperma e a secreção vaginal. Dessa forma, não há contaminação por meio de contato físico, troca de carícias, picada de insetos, saliva, lágrima, suor, espirro, banheiro, vaso sanitário, sauna, piscina, copos, pratos e talheres.

Promova a conscientização

Falar sobre Dezembro Vermelho na organização pode trazer alguns empecilhos. É importante tomar cuidado para não fomentar estereótipos sobre a síndrome advindas de percepções antigas.

Como dissemos, atualmente o tratamento está apurado e oferece maiores possibilidades de bem-estar, ao contrário do que acontecida décadas passadas quando muitos casos de óbito aconteciam, chegando a batizar a AIDS como “doença maldita”.

Tirar essa percepção é fundamental para mostrar que a diversidade de pessoas em termos de cargas virais é natural e a convivência deve ser pautada em respeito e empatia, eliminando toda visão negativa sobre a HIV.

Falar sobre prevenção também é essencial, a camisinha — masculina ou feminina — é um recurso essencial. O SUS distribui gratuitamente preservativos, além de fazer exames rápidos para detecção de HIV.

Durante o Dezembro Vermelho é importante mostrar para os colaboradores que a empresa valoriza e se importa com a saúde deles, sem utilizar uma abordagem invasiva ou ofensiva.

Você já fez alguma ação em relação ao Dezembro Vermelho? Deixe o seu comentário e conte a experiência sobre participar dessa importante campanha.

Foto de Camila Rocha
Camila Rocha
Gerente de marketing de educação e influência na Sólides com MBA em Marketing Estratégico e mais de cinco anos de atuação em Inovação e Gestão de Pessoas. É especialista em educação corporativa, avaliação de desempenho e PDIs, dedicada a conectar o desenvolvimento continuo de talentos aos objetivos estratégicos das empresas.

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