A busca pela recolocação profissional pode ser um processo delicado para quem passa por ele. Afinal, o mercado é disputado e o fator emocional está presente em forma de insegurança e angústia.
É preciso que os profissionais do RH, que ajudam essas pessoas, tenham preparo para conduzi-las e chegar ao resultado que todos em transição de carreira visam: um novo e promissor emprego.
Para saber mais sobre a recolocação profissional e aspectos importantes da reconstrução de carreira, continue acompanhando este artigo!
O que é recolocação profissional?
A recolocação profissional se caracteriza pelo retorno ao mercado de trabalho, por alguém que já esteve nele. Ou seja, ela se trata do processo de um profissional que já ingressou no mercado de trabalho, mas agora precisa buscar outro emprego ou outra área.
Ela pode ser voluntária, quando o próprio trabalhador decide encarar uma transição de carreira ou um novo desafio profissional. Nesse caso, é possível que ele esteja em busca de crescimento profissional ou de realização profissional, o que não está conseguindo no trabalho atual.
Ainda, pode ser involuntária, quando a pessoa é demitida ou quando, por outro motivo inesperado, ela precisa buscar outras oportunidades de emprego. Nesse caso, lidar com o emocional é tão importante quanto focar na técnica necessária para alcançar os objetivos.
De qualquer forma, para encontrar uma nova posição, é necessário que o profissional avalie sua carreira, suas habilidades e conhecimentos e entenda como eles são compatíveis com o atual mercado de trabalho.
Para refletir mais sobre isso, confira o episódio de podcast do Bate Ponto com Fernanda Nascimento sobre mudanças na carreira e como se reinventar nesses momentos!
Quais as motivações para uma recolocação no profissional?
As motivações que levam um profissional a buscar recolocação profissional são variadas e vão desde a busca por crescimento profissional à demissão. O Panorama de Gestão de Pessoas, da Sólides, mediu esses motivos. Entre os principais, estão:
- Melhores salários e benefícios;
- Descontentamento com o emprego atual;
- Busca por crescimento profissional;
- Mudança de cidade;
- Caso de demissão;
- Viagens profissionais em excesso.
Melhores salários e benefícios
Segundos os dados da pesquisa, o maior motivo para pedir demissão e aceitar a proposta de trabalho em outra empresa ainda é o salário (53,7%). A busca por melhores benefícios corporativos aparece em 4˚ lugar, ganhando cada vez mais relevância e já sendo importante para quase 30% dos colaboradores.
Isso, aliado à busca por melhores condições de trabalho, tem sido uma situação cada vez mais comum nas empresas. É importante considerar que os melhores talentos sempre estão atentos às ofertas do mercado.
Descontentamento com o emprego atual
Por outro lado, uma pessoa pode buscar uma transição de carreira quando está insatisfeita com seu trabalho atual. A insatisfação pode estar ligada à falta de reconhcimento e à desvalorização de suas capacidades profissionais.
Ainda que seja motivada por vontade própria, essa recolocação não é menos desafiadora que qualquer outra, já que ainda é necessário viver o processo de buscar oportunidades e passar por avaliações, até encontrar a vaga ideal.
Busca por crescimento profissional
O crescimento profissional pode ser um motivo para que um trabalhador queira buscar novas oportunidades. Ele pode buscar, por exemplo, atualizações do mercado de trabalho, que a empresa não está proporcionando.
Além disso, pode ser seu desejo desenvolver competências e a empresa não está dando oportunidades para que isso aconteça. Outro motivador pode ser a busca por planos de carreira melhores e mais efetivos, que permitam uma promoção e encarar novos desafios e responsabilidades.
Mudança de cidade
A necessidade de mudar de cidade pode acontecer por motivos pessoais e familiares, como ofertar mais qualidade de vida à família, morar mais próximo dela ou reduzir o custo de vida, dentre outros.
Caso de demissão
A demissão também é um dos principais motivos que levam uma pessoa a procurar novos caminhos profissionais. Isso porque, quando acontece, o trabalhador é forçado a buscar um emprego novo e depende disso para pagar as contas.
Esse motivo faz com que uma pessoa se sinta mais insegura ao tentar voltar ao mercado de trabalho, por temer que possíveis novos empregadores assumam que seu desempenho é insuficiente. E por sentirem impacto em sua autoestima e autoconfiança.
Viagens profissionais em excesso
Muitos procuram um emprego que exija muitas viagens, para fugir da rotina. Contudo, acabam percebendo que a longo prazo isso pode afetar seus planos e sua família e assim decidem procurar um emprego novo.
Outros percebem que sua rotina está levando ao cansaço físico e mental e desejam procurar por um emprego mais estável. Afinal, muitas viagens afetam a alimentação, provocam falta de exercícios e insônia, devido aos horários irregulares.
Esses foram apenas alguns motivos para a busca pela recolocação profissional, mas não são os únicos. Fato é que todos levam ao desligamento e ao difícil processo que cada profissional deve passar para encontrar seu novo emprego.
Ainda, outro dado do Panorama merece atenção: apenas 2 em cada 10 profissionais afirmam que não mudariam de emprego. Ou seja, 8 em cada 10 podem mudar de emprego em 2024, sendo que 40% têm altas chances de trocar de emprego.
Quanto tempo demora para se recolocar profissionalmente?
Uma pessoa precisa de, em média, 6 meses para encontrar sua oportunidade de recolocação profissional. Contudo, esse número é realmente uma média e o processo pode demorar mais para uma pessoa, menos para outra.
Tudo depende da estratégia utilizada pelo profissional para procurar a oportunidade que deseja. Mas é possível precisar mais esse número, com uma pesquisa no setor que o trabalhador deseja se recolocar.
Se houver muitas contratações em pouco tempo, isso sinaliza um mercado aquecido, em que o profissional ficará pouco tempo na espera.
Mas é interessante para o trabalhador se programar para viver os 6 meses sem a sua fonte de renda habitual, para que tenha mais disposição e menos preocupação ao procurar outro emprego.
Além disso, também a título de se livrar de preocupações relacionadas ao tempo que demora para conseguir outro emprego, quem está buscando recolocação profissional deve procurar poupar.
Ou seja, deve evitar gastos desnecessários, para ficar por mais tempo sem depender de uma renda, se for preciso.
Como funciona a recolocação profissional?
O profissional pode iniciar sua recolocação profissional solicitando ao RH de sua antiga empresa para ajudar nessa fase. Muitas vezes, a empresa oferece programas que visam ajudar os profissionais a conseguirem uma nova oportunidade.
Mas, caso a empresa não ofereça essa ajuda, é possível que o trabalhador faça, por si mesmo, um plano para conquistar sua nova vaga.
Para isso, é preciso que ele aposte no autoconhecimento, sabendo determinar com precisão o que é mais importante em um emprego e o que gostaria de não ter que conviver.
Apenas com isso definido, ele pode fazer suas pesquisas de mercado, preparar seu currículo e se preparar para a candidatura em vagas de seu interesse. Depois disso, ele passará por uma bateria de testes e entrevistas de emprego, até ser aceito em uma empresa.
⭐ Saiba também:
8 estratégias para conseguir recolocação profissional
Agora que você já entendeu as motivações que levam à busca pela recolocação profissional e como é o seu processo, conheça estratégias para facilitar o processo e conseguir a tão sonhada vaga!
1 – Busque o desenvolvimento profissional
Quando alguém busca a recolocação profissional, deve pensar em se manter competitivo no mercado de trabalho. Para isso, existem os cursos de reciclagem e aperfeiçoamento, que mantêm o profissional atualizado em sua área.
Se o caso foi a mudança de setor, cursos na área de interesse servirão como fonte de conhecimento.
2 – Conheça seu perfil comportamental
A base para uma recolocação assertiva é o autoconhecimento. E, para isso, entender qual é o seu perfil comportamental é um grande ponto de partida. Isso porque, essa é uma classificação que identifica quais as suas principais características comportamentais. A partir desse conhecimento, é possível agir com mais certeza em relação às suas decisões de carreira.
Por exemplo, na ferramenta Profiler, exclusiva da Sólides, você tem acesso a um relatório completo sobre seu perfil comportamental, que conta com:
- Como você tende a reagir a certos estímulos;
- Qual seus pontos fortes e de melhoria;
- Índice de positividade
- Amplitude;
- Competências;
- Área de talentos;
- Energia do perfil;
- Incitabilidade, e mais!
Com esses conhecimentos em mãos, é possível aplicar a Inteligência Comportamental em diversos processos e tomar decisões baseadas em dados!
3 – Faça um planejamento de carreira
A mudança na carreira é um processo que exige estratégias cuidadosas, para que o profissional chegue onde deseja e não se veja preso em situações das quais queria sair.
Por isso, é importante identificar o que é necessário para atingir metas no curto, médio e longo prazos. Isso ajudará na manutenção do foco ao longo do tempo e deixará claro para o profissional as oportunidades que estão conforme seu perfil ou não.
4 – Procure especialista em orientação profissional
Existem profissionais especializados em orientação profissional, como consultores de carreira, coaches e psicólogos. Eles podem auxiliar o profissional no descobrimento de seus pontos fortes e áreas de melhoria, e também a traçar objetivos mais claros e personalizados.
São eles, também, os profissionais ideais para oferecer suporte emocional durante a busca pelo novo emprego e dar dicas sobre como se destacar no mercado, considerando o perfil de cada um.
5 – Aposte no networking
O networking é muito importante para quem busca recolocação profissional, porque leva a indicações e interesse de recrutadores. Muitas vezes, é justamente o contato de alguém que leva essa pessoa a conhecer um contratante.
Assim, é possível fazer networking e conseguir emprego tanto pessoalmente, como por sites de emprego na internet, participando de conferências, workshops e encontros. Nunca se sabe quando ou como uma nova oportunidade aparecerá.
6 – Mantenha currículo e LinkedIn otimizados
Em se tratando de oportunidades digitais, o LinkedIn é uma rede social com foco profissional, onde as pessoas conhecem outras da mesma área e encontram recrutadores e oportunidades.
Os contratantes frequentemente utilizam palavras-chave para encontrar candidatos qualificados. Por isso, é importante que o seu perfil no LinkedIn esteja otimizado, permitindo que eles cheguem até o candidato.
Além disso, a manutenção do currículo, seja ele no LinkedIn ou em um arquivo, é fundamental. Isso porque a desatualização pode omitir informações importantes, que destacariam o profissional no processo seletivo.
7 – Considere oportunidades temporárias
Um candidato que busca a recolocação profissional, geralmente, tem em mente encontrar um emprego fixo.
Mas considerar oportunidades temporárias pode ser uma ótima estratégia, já que elas oferecem experiência adicional e possibilitam que o trabalhador se mantenha financeiramente estável.
Além disso, não é incomum que as empresas decidam oferecer posições permanentes àqueles que começaram como temporários.
8 – Se prepare para entrevistas
Após enviar o currículo e ter o portfólio acessado por inúmeras empresas, algumas delas entrarão em contato com o candidato. Elas desejarão marcar entrevistas e é importante que o candidato esteja preparado para elas.
Antes das entrevistas, o trabalhador pode pesquisar a empresa por meio de seu site e redes sociais, para entender o que ela faz e o que espera, qual sua cultura.
Também é possível praticar respostas para perguntas comuns e contar suas experiências de forma firme e convincente. Se a leitura deste conteúdo foi proveitosa, sugerimos que você conheça o curso sobre Empregabilidade da Escola de Pessoas que vai ajudar a alavancar seu perfil profissional!
