Metade dos trabalhadores pretende buscar um novo emprego em 2024, é o que aponta uma pesquisa recente realizada pela consultoria Robert Half. Dentre aqueles que querem uma mudança, 36% pretendem passar por uma transição de carreira, migrando de sua área de atuação ou profissão.
Existem diversos argumentos que embasam essa decisão tão importante. Apesar deles, é preciso ter em mente que uma mudança radical exige muito cuidado e planejamento. Neste post, você confere mais sobre o tema e entende os principais passos que precisam ser tomados para uma transição tranquila e segura.
O que é transição de carreira?
Transição de carreira é quando uma pessoa que já atua em determinada profissão, decide mudar de área e explorar uma nova carreira ou buscar uma recolocação profissional. Essa é uma opção a ser considerada por quem não está mais satisfeito com o trabalho que realiza e deseja explorar novas possibilidades.
Não existem critérios oficiais para definir exatamente o que caracteriza essa mudança. Assim, ela pode ocorrer de forma mais suave, por meio de especializações dentro do mesmo campo de conhecimento, ou de forma mais radical, com uma mudança de carreira para uma área completamente diferente da inicial.
Por que mudar de profissão?
É importante destacar que, nem sempre, a transição de carreira é uma escolha do profissional. Muitas vezes, ao ser demitido, o trabalhador têm dificuldades de encontrar um novo emprego na área e acaba enxergando novas possibilidades em nichos distintos.
A insatisfação com o trabalho também pode ser um gatilho para essa transição. É comum que as pessoas precisem se decidir quanto a sua carreira ainda muito jovens. Mas muitas vezes, a vida real acaba sendo diferente das expectativas criadas no ensino médio ou na faculdade.
O estresse e a falta de qualidade de vida também podem ser decisivos para que um profissional decida mudar de carreira. Hoje, as pessoas valorizam muito mais a saúde mental e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Dessa forma, ao visualizarem caminhos que proporcionam mais autorrealização e satisfação, elas podem buscar por essa mudança.
Por fim, outros fatores que podem influenciar na decisão são: a saturação do mercado em setores específicos, salários incompatíveis com o padrão de vida, falta de oportunidades de crescimento e novos interesses profissionais.
Quando é a hora de mudar de carreira?
A hora certa de realizar uma transição de carreira vai depender de cada profissional e dos motivos pelos quais ele optou pela mudança. De forma geral, é importante entender que esse não é um processo que acontece do dia para a noite.
A transição pode ser delicada e envolve muito estudo, capacitação e estabilidade financeiras. Por isso, é essencial se programar com cuidado e não tomar decisões precipitadas. Além de um bom planejamento financeiro, o profissional também precisa se preparar técnica e psicologicamente.
Por onde começar uma transição de carreira?
Antes de iniciar uma transição de carreira, é muito importante refletir sobre os motivos que levaram a essa decisão e se essa é, realmente, a melhor solução para você. Muitas vezes, a insatisfação pode estar muito mais relacionada com o seu local de trabalho, do que realmente com a profissão que você exerce.
Assim, é importante avaliar todos os fatores envolvidos e fazer uma lista de prós e contras. Uma avaliação comportamental também pode ajudar você a entender seus pontos fortes e fracos para encontrar posições mais alinhadas ao seu perfil.
Tenha em mente que, algumas vezes, não é necessário realizar uma transição tão radical. Você pode, simplesmente, buscar novos cargos e possibilidades dentro de sua área de atuação. Isso vai tornar o processo mais rápido e simples, afinal, você já tem certa bagagem técnica na área.
Quer um exemplo, imagine que você tem formação na área de psicologia, mas está infeliz trabalhando com atendimento clínico. Nesse cenário, explorar outras alternativas, como a atuação no RH de empresas, pode ser uma forma de mudar os rumos da sua carreira, aproveitando a bagagem de conhecimento que você já adquiriu nos últimos anos.
Quais os tipos de transição de carreira?
De modo geral, podemos classificar as transições de carreira em 5 tipos distintos:
- Transição vertical ou ascendente: progressão para cargos de maior posição hierárquica dentro da mesma área de atuação;
- Transição horizontal ou lateral: mudança para cargos semelhantes, em diferentes departamentos e áreas de atuação;
- Mudança de emprego: troca de emprego para cargos na mesma área, mas em outras empresas;
- Transição de área de atuação: mudança para campos de atuação completamente diferentes;
- Mudança de atividade profissional: transição para novas atividades de trabalho, sem relações com a área anterior.
💡Saiba também: Júnior, Pleno e Sênior: entenda as diferenças dos níveis profissionais
Passo a passo para uma transição de carreira eficiente
Está sentindo que agora é a hora certa para investir em uma transição de carreira? Então é importante se planejar e seguir este passo a passo para deixar o processo mais simples e seguro.
Prepare-se financeiramente
O primeiro passo é se planejar para a mudança de carreira. É preciso ter consciência que você, provavelmente, vai começar na área como um profissional júnior, dessa forma, é provável que sua remuneração seja menor do que a recebida atualmente.
Além disso, encontrar sua primeira oportunidade na nova área pode ser um processo desafiador. Sendo assim, é fundamental ter uma reserva de emergência que possa garantir a sua sobrevivência pelos próximos meses. A saúde financeira é essencial. Se não for possível guardar uma grande quantia, analise seus gastos mensais e identifique quais podem ser cortados para reduzir as despesas.
Pesquise o mercado de trabalho
Antes de começar a buscar novas oportunidades, é interessante pesquisar o mercado de trabalho no qual você deseja se inserir, para alinhar expectativas quanto à habilidades, oportunidades e remuneração.
Entender o momento que o segmento está passando vai ajudar você a ficar por dentro de tendências e tecnologias, além de entender as possibilidades de crescimento, principais áreas de atuação e desafios atuais.
Identifique as habilidades e formações necessárias para o novo mercado
Além de conhecer a realidade do mercado para o qual você quer migrar, é essencial compreender os requisitos e habilidades técnicas e comportamentais desejáveis na área. Para isso, você pode pesquisar vagas em aberto e verificar o que é solicitado em cada uma delas.
A partir daí, é possível traçar um paralelo entre as habilidades esperadas e aquelas que você já tem, auxiliando no desenvolvimento de pontos fracos. Além de avaliar formações e conhecimentos técnicos, é interessante ficar de olho no que é exigido em relação às competências comportamentais.
Nesse cenário, uma ferramenta de mapeamento pode ser uma excelente aliada para o desenvolvimento de uma inteligência comportamental. Com ela, você consegue identificar de forma mais fácil quais suas habilidades fortes e e as que precisam ser desenvolvidas, além de tendências de comportamento.
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Invista em capacitação e especialização
Depois de realizar um levantamentos sobre habilidades que precisam ser desenvolvidas, é hora de buscar a capacitação necessária. Caso o novo cargo almejado seja dentro de um campo de conhecimento que você já domina, pode ser que alguns workshops, mentorias com especialistas, cursos rápidos e especializações já sejam o suficiente para suprir a nova demanda de aprendizado.
Agora, caso a intenção seja migrar para um campo completamente distinto, pode surgir a necessidade de buscar conhecimentos mais aprofundados, realizando uma nova graduação. Independentemente da escolha, é possível encontrar diversas opções de cursos online, presenciais, de curta e longa duração, que vão se adaptar bem às suas necessidades.
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Busque suas primeiras experiências
Mesmo antes de iniciar na nova carreira, você pode começar a buscar algumas experiências na área, por exemplo, por meio de trabalho voluntário, workshops práticos e outras vivências.
Esses projetos e experiências vão te dar uma noção mais palpável sobre como será o dia a dia na nova carreira, além de enriquecer o seu currículo, aumentando suas chances de conseguir uma posição na área.
Participe de processos seletivos
Juntando toda essa bagagem, é hora de começar sua busca por oportunidades na nova carreira. O ideal é pesquisar empresas-chave nas quais você gostaria de trabalhar e se inscrever para os processos seletivos.
Na entrevista, seja sincero e explique sua transição de carreira ao recrutador. É interessante mostrar para ele que essa foi uma decisão bem planejada e como você se preparou para isso. Lembre-se, também, de ressaltar experiências e vivências na carreira anterior que possam contribuir para a nova área.
Como fazer o currículo para a transição de carreira?
Ao decidir transicionar de carreira, é essencial que você dê uma atenção extra à elaboração do currículo. Isso porque, você, provavelmente, não terá experiências anteriores na área que deseja explorar.
A dica é dar um foco maior na sua qualificação, mostrando cursos, especializações e áreas de conhecimento que se alinham com o novo cargo. Além disso, inclua experiências anteriores como trabalhos voluntários e serviços como freelancer.
As experiências profissionais que você já teve, mesmo que em outras áreas, também podem ajudar a demonstrar suas habilidades. Por isso, é válido filtrar aquelas que fazem sentido com a vaga que você deseja.
Por fim, além do currículo, é importante investir na atualização do seu perfil do LinkedIn. Dessa forma, você mostra para sua rede que está passando pela transição de carreira e se coloca no radar de possíveis recrutadores.
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Perfil comportamental e transição de carreira
A inteligência comportamental pode ser uma aliada e tanto nessa mudança de ares. Isso porque, ela envolve uma atividade extremamente relevante: o autoconhecimento. Quando você conhece o seu perfil comportamental e a forma como tende a reagir a situações diversas, consegue identificar quais cargos e funções combinam mais com você. Mapeamentos completos, como o da Sólides, também dão informações detalhadas sobre potencialidades, aptidões e pontos para desenvolver já.
Muitas vezes, a insatisfação com o trabalho está diretamente relacionada a um desalinhamento de perfil, lembrando que existem 4 tipos de perfis comportamentais: Execuor, Comunicador, Analista e Planejador.
Quer ver só? Imagine que, utilizando uma ferramenta como o Profiler, você identificou que tem como predominância o perfil Planejador.
Esses profissionais têm como característica serem mais calmos, cuidados e introvertidos, além de se sentirem mais confortáveis em cargos com normas e regras bem estabelecidas. Agora, considerando esse perfil, imagine que você atua em uma área que exige um dinâmismo e uma postura ativa e desafiadora, por exemplo, realizando treinamentos de vendas para consultores.
Apesar de não ser impossível para um planejador assumir esse tipo de papel, a necessidade de vestir uma “máscara” e ir contra seu comportamento natural, pode acabar gerando um grande desgaste, que vai se tornar ainda maior, se houverem outras queixas como falta de oportunidades ou salário incompatível.lin
Perguntas frequentes sobre transição de carreira
Para complementar ainda mais o assunto, trouxemos a seguir, algumas das dúvidas e perguntas mais frequentes sobre transição de carreira.
É possível mudar de carreira depois dos 40?
Sim! Seja por insatisfação, novos interesses ou falta de oportunidades, nunca é tarde para buscar novas possibilidades de ser feliz no trabalho. É muito comum, inclusive, que pessoas com mais de 40, 50 ou até 60 anos migrem de carreira para se manterem ativas.
Quais etapas garantem um bom plano de carreira?
A transição de carreira é um processo longo, que passa por diversos estágios. Os principais são:
- Insatisfação ou descoberta de uma oportunidade;
- Pesquisa do mercado e possíveis caminhos para a transição;
- Planejamento do plano de carreira;
- Qualificação de competências técnicas e comportamentais;
- Busca por vagas e novas oportunidades;
- Início da atuação na nova área ou carreira.
Quais as profissões mais procuradas atualmente?
Conhecer as profissões do futuro que oferecem boas oportunidades no mercado pode ser uma ótima forma de iniciar o planejamento da sua transição de carreira. Entre as áreas mais promissoras, podemos citar: análise e gestão de dados, compliance, experiência do usuário e tecnologia em geral.
Como desenvolver meu autoconhecimento?
Como vimos, o autoconhecimento é uma etapa muito importante da transição de carreira. É essencial olhar para dentro para identificar o porquê da decisão, se é realmente a hora certa e quais novas oportunidades e experiências você quer vivenciar.
Além disso, é válido avaliar seus pontos fortes e fracos, quais habilidades precisam ser desenvolvidas e outras características comportamentais. Além da reflexão e dos exercícios, como a criação de listas de prós e contras, é válido apostar em ferramentas tecnológicas, como o Profiler.
Concluindo, uma transição de carreira pode garantir o seu sucesso profissional e pessoal, trazendo novas oportunidades e mais alegria e satisfação no trabalho. Contudo, essa é uma decisão importante, que precisa de muito planejamento e algum investimento. Dessa forma, ela deve ser tomada com cuidado e com base no seu autoconhecimento.
Quer entender o seu perfil comportamental e outras informações relevantes que podem ajudar a embasar essa decisão? Conheça o Profiler, a solução de mapeamento comportamental exclusiva da Sólides.
