Como fazer Avaliação de Resultados de T&D e conferir sua eficácia

Para fazer uma Avaliação de Resultados de T&D, considere o ROI do projeto, calculando seu investimento e o lucro gerado com o ganho de performance dos seus colaboradores.
Tempo de leitura: 4 min

Investir em treinamento e desenvolvimento de pessoas é algo atual dentro das organizações. Isso porque, essa estratégia tem se mostrado como forma de aprendizagem crucial para que a empresa mantenha seus colaboradores atualizados e continue competitiva no mercado. Mas para que gestores e líderes saibam se todo esse investimento está surtindo o efeito desejado, é necessário realizar uma avaliação de resultados. 

Afinal, a empresa precisa conferir se esses treinamentos realmente agregarão valor ao negócio. Além disso, treinamentos que não estão alinhados com os perfis comportamentais dos colaboradores e com as atividades desempenhadas custam muito caro, porque a organização acaba perdendo seu tempo e recursos financeiros que foram investidos. 

Ainda, uma empresa que se atenta às tendências do mercado, sabe que o colaborador é peça-chave, ou seja, se ela quer reter seus talentos, os profissionais precisam estar atualizados com todas as mudanças, sejam organizacionais ou tecnológicas, para atingir os objetivos com mais qualidade. 

Mas é preciso que esses métodos sejam avaliados, para que agreguem um maior valor em seus produtos ou serviços, resultando em clientes mais satisfeitos e resultados incríveis para a organização. Você, como membro do RH, ainda tem dúvidas sobre como fazer avaliação de resultados de T&D? Acompanhe esta leitura e veja como mensurar esses dados do jeito certo!

O que é avaliação de resultados?

Trata-se de um indicador que revela, por meio de dados sólidos, como os resultados de um programa de treinamento e desenvolvimento impactaram o desenvolvimento da empresa. Ainda, por meio, é possível identificar se os treinamentos oferecidos pela organização estão alinhados com os objetivos e as metas do negócio. 

Isso acontece pelo fato dessa avaliação apontar se ocorreram melhorias na qualidade e na agilidade dos processos, além de aumento dos lucros da empresa de forma geral.

Um dos principais modelos de avaliação de resultados é a  avaliação de Kirkpatrick. Um modelo que nada mais é que um método simples, porém assertivo, utilizado há décadas para avaliar o impacto de um programa de treinamento de desenvolvimento de uma empresa. 

Criado pelo professor emérito da Universidade de Wisconsin (EUA), Donald L. Kirkpatrick, que também foi ex-presidente da Sociedade Americana de Treinamento e Desenvolvimento (ASTD), a avaliação de Kirkpatrick conta com quatro passos, que vamos conhecer a seguir. 

Reação

Esse é o primeiro nível da avaliação e leva à resposta para a pergunta: “Eles gostaram do treinamento?”

Todo bom gestor sabe que os colaboradores são diferentes e contam com habilidades e comportamentos distintos, ou seja, competências técnicas e comportamentais únicas. Dessa forma, é fundamental entender o que os participantes compreenderam e pensam sobre o curso, quais aspectos eles gostaram mais e quais conteúdos não gostaram.

Além disso, gestores e líderes também precisam entender se os colaboradores recomendariam o treinamento em questão aos demais colegas de time. Tais respostas podem ser adquiridas por meio de formulários de pesquisas de avaliação ou por feedbacks.

Aprendizado

É nesse momento que a área de T&D avalia se os colaboradores realmente aproveitaram o conteúdo e conquistaram as habilidades e competências que a empresa esperava. Aqui, o nível de aprendizado é medido por meio de aplicação de testes, realizados tanto antes quanto depois do treinamento. Somente assim, é possível ver o impacto que o curso teve sobre o desenvolvimento do colaborador. 

Ainda, gestores e líderes podem solicitar que o colaborador que realizou o treinamento repasse para os demais membros do time o que foi aprendido, o que pode também trazer uma maior motivação por parte dele, por poder dividir seu conhecimento à equipe e na contribuição da disseminação da cultura organizacional.

Comportamento

Após o treinamento, seus colaboradores estão trabalhando e se comportando melhor no ambiente organizacional? Essa é a questão que o nível 3 do método de avaliação de Kirkpatrick deve responder. 

Entender esse item pode parecer complexo, porém, com uma boa avaliação de desempenho, que pode ser feita com o auxílio de um software de análise comportamental, fica mais fácil e assertivo. 

Resultado

Esse é o ponto mais importante da avaliação, pois, por meio de métricas sólidas, a empresa consegue medir os resultados do treinamento e entender se os cursos oferecidos tiveram o retorno almejado. 

Para isso, o RH, junto aos gestores e líderes responsáveis pelos treinamentos oferecidos, precisa estabelecer com antecedência quais parâmetros de referência serão analisados, antes e após o curso. 

Nesse sentido, os responsáveis pelo treinamento podem analisar resultados mensuráveis, como o aumento da produtividade, dos lucros, além de redução de absenteísmo e presenteísmo. 

Outros pontos que o T&D deve observar

Claro que a avaliação de Kirkpatrick é somente um dos métodos que sua empresa deve utilizar para entender se os treinamentos que foram oferecidos estão realmente agregando à vida profissional dos seus colaboradores e também às metas e objetivos da empresa.

Outras perguntas que você, como profissional de RH, com o objetivo de avaliar o comprometimento e engajamento dos colaboradores, deve se fazer é:

  • quais colaboradores se inscrevem prontamente e iniciaram o treinamento rapidamente?
  • quais conteúdos de treinamento fizeram com que os colaboradores aprendessem com maior facilidade?
  • quantos colaboradores acessaram o material complementar oferecido e em qual frequência?
  • quais colaboradores precisam ser lembrados de que devem realizar e concluir os treinamentos?

O autor Idalberto Chiavenato, referência na área de gestão de pessoas, citou em uma de suas obras: “A organização somente aprende através das pessoas que a constitui, a organização somente se desenvolve a partir do desenvolvimento de seus funcionários e colaboradores”. 

Logo, se a sua empresa não quer ficar para trás no mercado, é essencial investir fortemente em T&D, para que seu capital humano possa estar cada vez mais qualificado, contribuindo para o sucesso do negócio. 

Mas é preciso também entender que essa estratégia exige planejamento e avaliação de resultados, porque nenhuma boa gestão é realizada com base no senso comum, e sim com base em dados sólidos. 

Por isso, não deixe de contar com a ajuda de um software de inteligência de dados na sua gestão de talentos. Para tanto, preparamos um e-book completo e gratuito sobre o assunto. Não deixe de baixá-lo agora mesmo!

Foto de Sabrina Camilo
Sabrina Camilo
Analista Comportamental na Sólides e graduada em Administração pela UNA, é facilitadora da Formação Profiler. Com experiência em gestão comportamental e Sales Enablement, atua conectando a análise de perfis à estratégia de negócios para potencializar a liderança, o desenvolvimento humano e a gestão estratégica de pessoas.

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