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Dia 2 do CONARH 2026: descubra os principais aprendizados do dia

O segundo dia do CONARH 2026 reuniu oito palestras sobre cultura, liderança e dados. Marcela Zaidem, Vanessa Soares, Juliana Asperti, Carol Cabral, Gustavo Pimentel, Paula Braccesi e Mônica Hauck dividiram a Arena de Conteúdo da Sólides.
Tempo de leitura: 9 min
CONARH DIA 2

O CONARH 2026 chegou ao segundo dia nesta quarta-feira, 19 de agosto, com uma programação ainda mais movimentada na Arena de Conteúdo da Sólides.

Foram oito palestras ao longo do dia, além de um bate-papo ao vivo que fechou a tarde com chave de ouro.

Este artigo traz um resumo do que marcou o segundo dia.

E se você quer os bastidores completos, com as principais falas de cada palestrante, a análise dos três dias de evento e um checklist prático para aplicar os aprendizados no seu dia a dia, o Raio-X do CONARH 2026 chega assim que a última palestra do dia 20 terminar.

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Ainda não conferiu o panorama do primeiro dia de conteúdos na Arena da Sólides no CONARH? Veja o resumo completo do primeiro dia do CONARH 2026.

Panorama do dia 2

Se o primeiro dia foi sobre priorizar sob pressão, o segundo dia foi sobre sustentar o que funciona quando a pressão aumenta.

Cultura, liderança, dados e experiência do candidato se cruzaram o dia inteiro, com um recado em comum: o que a empresa diz valorizar só importa se o sistema por trás recompensa esse valor na prática.

Arena de conteúdo da sólides no conarh

A Arena de Conteúdo reuniu:

  • Carol Cabral, especialista em RH, desenvolvimento humano organizacional e de lideranças
  • Marcela Zaidem, fundadora da CNP People Solutions e do The Hard Mode
  • Vanessa Soares, advogada, auditora e consultora jurídica trabalhista
  • Gustavo Pimentel, CEO da Gescon Treinamentos
  • Juliana Asperti, HR Manager e mentora de liderança
  • Mônica Hauck, CEO e cofundadora da Sólides
  • Paula Braccesi, executiva em RH e carreiras, fundadora da Choices

A seguir, um resumo das palestras que mais marcaram o segundo dia.

Cultura organizacional em 2026, com Marcela Zaidem

Marcela Zaidem, fundadora da CNP People Solutions, abriu com um dado direto de uma pesquisa global: para 67% dos CEOs, a principal vantagem competitiva do próximo ciclo não é mais a escala da empresa, e sim a velocidade de adaptação.

Marcela vantagem competitiva 2026

A partir daí, ela defendeu uma ideia que reorganiza a forma de pensar cultura organizacional: cultura não é o discurso da empresa, é o conjunto de mecanismos que tornam certos comportamentos mais vantajosos que outros.

Contratação, metas, promoção e reconhecimento produzem o padrão real, esteja ele alinhado ao discurso ou não.

Ela deu um exemplo de como isso acontece na prática: a empresa diz “colabore”, mas o sistema recompensa resultado isolado.

O comportamento produzido é otimização local, cada área cuidando só da própria meta. Isso provoca retrabalho, toda vez que um processo passa de uma área para outra.

E a compensação criada para conviver com esse problema é mais reunião e mais controle. A reunião não é a causa do problema, é a muleta que a empresa cria para sustentar um sistema mal desenhado.

Marcela também apresentou três situações que, segundo ela, revelam se uma cultura é real ou só discurso:

  • Pressão: quando o resultado aperta, a empresa suspende o padrão ou adapta a forma sem abrir mão da função? Se o valor precisa ser interrompido para o resultado acontecer, ele nunca fez parte do modelo de performance.
  • Escala: o crescimento multiplica capacidade ou só multiplica controle? Mais gente deveria significar mais capacidade, não mais aprovação e mais supervisão para compensar inconsistência.
  • Ausência: o padrão depende de campanha, evento e presença do CEO, ou já virou rotina incorporada à operação? Cultura que precisa ser relançada toda vez que a atenção da liderança muda ainda não virou sistema.

Ela deixou um teste prático para o RH aplicar: antes de criar uma nova ação de cultura, verificar se a gestão continua premiando exatamente o comportamento que essa ação tenta combater.

Marcela Zaidem

CONARH 2026

“Se você está fazendo uma ação de endomarketing ou um treinamento que é lindo, que as pessoas amaram, engajaram e estão elogiando, mas ela não resolve um problema real que a empresa tem e nem ajuda a atingir metas e objetivos do ano, essa ação nunca deveria ter existido. Foi desperdício de recurso, do seu tempo e do tempo das pessoas. No RH, nós não trabalhamos pelo ‘legal’, pelo elogio ou pelo sorriso; nós trabalhamos pelo resultado.”

Marcela Zaidem, Especialista em Liderança e fundadora da Cultura na Prática

Dados em decisão, com Vanessa Soares

Vanessa Soares, advogada e consultora trabalhista com mais de 20 anos de experiência em Departamento Pessoal, propôs uma virada de chave logo na abertura: a folha de pagamento costuma ser tratada como despesa, mas é a base de dados mais rica e mais subaproveitada da empresa.

Vanessa Soares no CORNARH 2026

Ela apresentou dez indicadores que a folha já entrega prontos, capazes de responder perguntas que hoje ficam sem resposta na diretoria: por que a folha aumentou, por que um setor gera mais horas extras, por que a rotatividade sobe em determinada área.

Entre os dez, destacou três para quem está começando:

  1. Horas extras sobre a folha bruta, que mostra onde o excedente se concentra;
  2. Custo total por colaborador, que revela se o preço do contrato ainda cobre o custo real;
  3. Turnover por área e por gestor, que aponta se o problema é seleção, liderança ou desenho de escala.
Vanessa Soares

CONARH 2026

“A folha de pagamento conta história. A gente acha que ela só mostra resultado, mas não: ela conta uma história de uma gestão falha, ela conta a história de erros, ela conta a história daquele passivo, daquela reclamação trabalhista que chega de dois anos atrás. O número na folha é apenas o sintoma, a causa real está na gestão.”

Vanessa Soares, Advogada, Auditora e Consultora Jurídica Trabalhista

Segundo ela, o painel de indicadores não substitui o relatório contábil tradicional, substitui a reunião de quarenta minutos explicando esse relatório: a diretoria passa a ler o cenário em poucos minutos, com valor, variação e tendência lado a lado.

Vanessa propôs uma mudança de mentalidade: o DP tradicional confere cálculo e entrega obrigação, o DP estratégico usa esses mesmos números para prevenir passivos e apoiar decisão.

A base técnica continua sendo pré-requisito, mas deixa de ser o destino final do trabalho.

Q&A com Mônica Hauck: perguntas que a plateia fez para a CEO da Sólides

No tradicional momento de bate-papo sem roteiro na Arena Sólides, Mônica Hauck, CEO e co-fundadora da Sólides, esteve na arena de conteúdo para responder às dúvidas do público do CONARH 2026.

Mônica Hauck no CONARH

Em uma conversa franca, Mônica abordou desde os desafios de dados nas pequenas e médias empresas (PMEs) até os conflitos geracionais no varejo e a relação entre tecnologia e humanização.

“Na sua visão, qual é o principal desafio que ainda impede as pequenas e médias empresas de transformar os dados de RH em decisões realmente importantes?”

Para Mônica, o entrave é cultural: a crença de que gestão de pessoas não tem impacto financeiro na empresa.

“A gente tem que começar a colocar número na mesa, conta na mesa”, respondeu.

Ela lembrou que quase sete em cada dez contratações no Brasil acontecem em pequenas e médias empresas, e que o problema raramente é falta de vontade, é baixa maturidade de gestão.

O caminho é traduzir cada ação de RH em número que o dono do negócio entenda: menos rescisão, menos ação trabalhista, menos aquele empréstimo de fim de ano só para fechar a folha.

“Se o RH tem os dados, mas não consegue transformá-los em ação estratégica, onde está a falha? Tá na cultura ou tá na tecnologia?”

Mônica foi direta: o problema está na maturidade da cultura corporativa, que ainda enxerga a gestão de pessoas como uma área em que apenas “se gasta”, e não onde se gera valor financeiro.

Para quebrar essa invisibilidade, ela defende que o profissional de DP/RH precisa começar a traduzir seus resultados, como a redução de turnover de 43% proporcionada pela Sólides, em “valores”: mostrar para o dono do negócio que evitar rescisões e passivos trabalhistas (que somaram o recorde de R$ 50 bilhões em ações trabalhistas no Brasil) protege diretamente o fluxo de caixa.

CONARH 2026

“Ainda existe aquela cultura corporativa, principalmente em pequenas e médias empresas, de que gestão de pessoas não tem impacto financeiro. Mas o que a gente tem que fazer é […] mostrar para o dono do negócio que reduzir a rotatividade e organizar a casa significa não precisar pegar empréstimo no final do ano para pagar a folha de pagamento, economizar com rescisões e evitar os passivos ocultos que geram recordes de ações trabalhistas no país.”

Mônica Hauck, CEO da Sólides

“Qual seria a dica, principalmente pra gente do varejo, para conseguir reter esses colaboradores mais jovens em relação ao conflito que existe entre liderança e os mais jovens?”

Mônica contou que a Sólides tem, de forma consciente, envelhecido o quadro de funcionários nos últimos anos.

Para ela, o Brasil vive uma inversão demográfica: o país está deixando de ser jovem, mas com um boom de longevidade que mudou o que significa ter 60 anos hoje, uma pessoa nessa idade hoje rende como alguém de 40 há duas décadas.

Apostar em quem o mercado costuma descartar por idade, segundo ela, tende a trazer mais permanência no cargo e mais troca de experiência entre gerações do que conflito.

CONARH 2026

“Eu gosto sempre de pensar fora da caixa, de arriscar e apostar nas pessoas onde a sociedade não aposta. Pegar pessoas que a sociedade definiu que têm empregabilidade menor, como mulheres com filhos ou a população mais velha.”

Mônica Hauck, CEO da Sólides

A nova jornada do candidato, com Juliana Asperti

Juliana Asperti, HR Manager e mentora de liderança, abriu com um caso real de processo seletivo: 180 candidaturas, 12 entrevistas, 3 finalistas, uma proposta aceita e, ainda assim, a candidata desistiu sem negociar salário nem apresentar outra oferta.

Juliana Asperti no CONARH 2026

Segundo Juliana, a razão está em uma mudança geracional que atravessa o mercado de trabalho.

Cada geração aprendeu a negociar uma moeda diferente com o trabalho:

  • Baby boomers trocaram obediência por segurança;
  • Geração X trocou competição por progresso;
  • Millennials trocaram intensidade emocional por sentido;
  • Geração Z foi a primeira a perguntar o preço antes de aceitar a promessa.

Juliana Asperti

CONARH 2026

“A Geração Z veio para questionar as promessas anteriores e quebrar as regras. Eu acho, inclusive, que é ela que inspira a gente a olhar para a nossa vida, olhar para o nosso trabalho e se perguntar o que a gente está fazendo todos os dias.”

Juliana Aspertis, Especialista em Atração, Liderança e Cultura

Quando a promessa feita durante a experiência do candidato não se confirma na rotina, a confiança quebra, independente da geração.

A empresa pode dizer que pessoas são prioridade e não manter o candidato informado durante o processo, prometer autonomia e ter um gestor que exige aprovar toda decisão, falar em flexibilidade e celebrar como história de sucesso quem “atende a qualquer hora”.

Ela fechou com uma reformulação da jornada do candidato. No lugar do fluxo tradicional de atração, seleção e admissão, propôs outra sequência: promessa, evidência, escolha, experiência e confirmação ou arrependimento.

A contratação deixa de ser o fim da jornada e vira só mais uma etapa dela.

Mais destaques do segundo dia

Além das três palestras acima, outras cinco completaram a programação da Arena de Conteúdo neste segundo dia.

Carol Cabral, especialista em RH, desenvolvimento humano organizacional e de lideranças, abriu a manhã com “RH estratégico na prática”, defendendo que o papel do profissional de RH é ser tradutor: transformar estratégia de negócio em competências, dados de pessoas em linguagem financeira, resistência e cultura em plano de ação.

Gustavo Pimentel, CEO da Gescon Treinamentos, trouxe “Liderança 5.0”, propondo que a integração entre inteligência emocional, comportamental, analítica e tecnológica é o que vai separar líderes preparados para a era da IA dos que seguem liderando no improviso.

Gustavo Pimentel no CONARH 2026

Paula Braccesi, executiva em RH e fundadora da Choices, voltou à Arena com “Processos seletivos mais eficientes”, defendendo que velocidade sem clareza só acelera o erro de contratação, e que o recrutamento eficiente começa no planejamento de headcount, não na abertura da vaga.

Paula Braccesi no CONARH 2026

Vanessa Soares retornou à tarde com “DP completo de verdade”, um checklist de conformidade para o restante de 2026: saúde mental como item de auditoria pela NR-1, novos parâmetros de INSS e IRRF, fiscalização automatizada via eSocial e prazo de 31 de agosto para o relatório de transparência salarial.

Juliana Asperti fechou o dia com “Liderança que entrega resultado”, defendendo que RH e gestores confundiram papéis: o RH assumiu conversas difíceis que caberiam à liderança, e isso trava o amadurecimento dos gestores como líderes de gente, não só de meta.

O dia também teve um momento especial: um Q&A ao vivo com Mônica Hauck, CEO e cofundadora da Sólides, direto da trilha Visão Executiva.

Perdeu o segundo dia? Veja a transmissão completa do CONARH 2026

Ficou de fora da Arena de Conteúdo hoje ou quer voltar em algum momento específico da tarde?

A transmissão completa do segundo dia do CONARH 2026 já está no YouTube. Assista no seu ritmo e não perca nenhum detalhe!

O que vem por aí no CONARH 2026

O segundo dia reforçou um recado que já apareceu na terça-feira: dado sem contexto não sustenta decisão, e cultura sem mecanismo não sustenta performance.

Cada palestra trouxe uma peça diferente desse quebra-cabeça.

E o Raio-X do CONARH 2026 vai reunir tudo isso e muito mais em um único lugar: os três dias completos do evento, mais de 20 palestrantes e as tendências que vão pautar a gestão de pessoas nos próximos anos.

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**O material chega para você assim que o evento acabar, no dia 20/08.

Foto de Aluysio Ferreira
Aluysio Ferreira
Sou Head de Geração de Demanda na Sólides e especialista em estratégias de crescimento para o mercado SaaS. Com mais de 13 anos de experiência em marketing digital, sendo 9 deles dedicados à gestão de equipes, sou bacharel em Comunicação Social pela UFMG e possuo formação em estratégias de precificação pelo MIT Professional Education. Minha trajetória é marcada pela liderança de times de alta performance e pelo domínio de metodologias como Inbound Marketing e ABM. Meu propósito aqui é compartilhar como a visão analítica e o domínio de métricas podem impulsionar o desenvolvimento de carreira, ajudando profissionais a se tornarem líderes estratégicos em um mercado em constante evolução.

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