Realizar a gestão da jornada de trabalho de forma adequada é uma rotina do RH de qualquer empresa, não é à toa que existem diversos tipos de controle de ponto para ajudar com essa tarefa.
Isso também se dá pela constante evolução do mercado, na qual o RH adota um papel gradativamente mais estratégico nas empresas, necessitando de ferramentas mais eficientes que a antiga ficha de ponto (ou cartão de ponto).
Além disso, o controle de ponto é um instrumento de monitoramento dos colaboradores exigido pela legislação trabalhista. Afinal, ele é utilizado para cálculos de salários, bancos de horas, faltas etc.
Ficou curioso para saber quais são os tipos de controle de ponto e qual é a melhor escolha para a sua empresa?
Quais são os tipos de controle de ponto?
Os tipos de controle de jornada de trabalho podem ser divididos em quatro tipos, diferenciados principalmente pela tecnologia empregada:
Cada sistema de controle de ponto atende necessidades diferentes da operação, do porte da empresa e do modelo de trabalho, seja presencial, híbrido ou remoto.
- manual;
- mecânico;
- eletrônico;
- digital.
Conheça abaixo os métodos de registro de ponto e logo em seguida entenda quais são os principais exemplos de cada um desses modelos.
1. Manual (ficha)
O controle de ponto manual é certamente o mais barato de ser implementado para empresas de até 20 colaboradores, já que não é necessário contratar soluções e basta ter uma ficha para ser preenchida e assinada pelo colaborador.
Trata-se de um livro que pode ser comprado em livrarias que padroniza o registro das informações para o controle de ponto, contendo normalmente as seguintes informações:
- nome completo do colaborador;
- horários de entrada e saída;
- pausas; e
- assinatura do funcionário.
Somente com essa descrição é possível ver uma série de implicações práticas para o uso desse sistema. Mas, atente-se a seguir, pois entraremos em detalhes ao falar sobre os exemplos no próximo tópico.
2. Mecânico (cartão de ponto)
Também chamado de ponto cartográfico ou relógio de ponto, é uma evolução clara da antiga forma de realizar o controle de ponto, conferindo maior precisão e confiabilidade nos dados registrados.
Cada colaborador conta com um cartão de ponto pessoal que é utilizado para o registro de ponto, que é recolhido mensalmente pelo RH.
Uma curiosidade sobre esse processo é que foi assim que surgiu a expressão “bater ponto”. É comum associarmos essa expressão a uma fila de trabalhadores inserindo uma ficha para impressão do horário.
3. Eletrônico (sistema)
O sistema de ponto eletrônico revolucionou mais uma vez a forma que o registro de ponto era feito. Agregou a possibilidade do uso de tecnologias como leitura de cartões magnéticos e a biometria.
Especialmente o uso da impressão digital possibilitou ainda mais segurança para o empregador, reduzindo as costumeiras fraudes na qual um colaborador batia o ponto para outro utilizando o cartão.
Contudo, ainda era necessário um alto investimento para compra de equipamentos que estivessem de acordo com a legislação e ainda necessitavam de outros softwares de controle de ponto para tratar as informações.
4. Digital (ponto alternativo)
À medida que a forma de trabalho muda, os antigos métodos de gestão de jornada de trabalho acabam ficando defasados.
Esse foi um dos desafios para empresas que precisavam fazer o controle de ponto no home office no período pandêmico. Afinal de contas, não faz o menor sentido fazer teletrabalho ou home office e precisar ir ao local de trabalho bater o ponto usando a impressão digital.
Por essa e diversas outras necessidades, como uma maior facilidade e controle dos dados, o controle de ponto digital tem sido a escolha das empresas.
Compreenda agora como cada uma dessas tecnologias funcionam através de seus principais exemplos disponíveis no mercado e quais são suas vantagens e desvantagens.
Quais os exemplos de tipos de controle de ponto?
Confira agora uma lista com os principais exemplos dos tipos de controle de ponto e compreenda quais são os seus benefícios e desvantagens.
Livro de ponto
Como falamos anteriormente, o livro de ponto é a forma mais antiga de gestão da jornada de trabalho. Nada mais é que um livro onde o colaborador registra manualmente o horário de saída e entrada e assina, dando validade jurídica ao documento.
Ainda hoje, essa é uma forma válida de controle de ponto para empresas com até 20 colaboradores.
Mas apesar da sua validade, esse é um método facilmente fraudado, dando pouca segurança para a empresa e colaboradores.
Além desse problema, também tem a demora para fechar a folha de ponto para que os pagamentos sejam feitos. Uma vez que todos os dados precisam ser digitalizados por uma pessoa, também ocupando um colaborador por horas com tarefas repetitivas.
Por último, ainda existe um alto risco de erro humano na transferência dessas informações para uma planilha de controle de ponto.
Apesar dessas questões, esse é um método simples e barato e ideal para empresas que trabalham com horistas, vínculo cada vez mais comum com a pejotização do trabalho.
O uso do livro de ponto ainda possibilita algumas práticas que colocam a empresa em risco, como a marcação britânica, colocando horários fixos para entrada e saída.
Vantagens do livro de ponto:
- Barato e simples de implementar;
- ideal para horistas.
Desvantagens do livro de ponto:
- Baixa segurança dos dados;
- passível de erro humano;
- processo demorado;
- precisa ser digitalizado por um colaborador;
- impossibilidade de escalar.
Ponto cartográfico
O relógio mecânico ou cartográfico também é um método analógico de registro de ponto, necessitando do controle manual do RH para inserção no sistema.
Por contar com um sistema para o registro da hora de entrada e saída, é uma solução mais segura que o livro de ponto, não havendo como falsificar as anotações.
Contudo, ainda é possível de erro humano, já que as informações precisam ser digitalizadas.
Além disso, também é preciso comprar recorrentemente os cartões de controle de ponto que também podem ser perdidos junto com suas preciosas informações.
Vantagens do ponto cartográfico:
- Relativamente barato.
Desvantagens do ponto cartográfico:
- Custos recorrentes com cartões de ponto e mão de obra para digitalizar as informações;
- precisa de local para armazenar os cartões de ponto;
- processo demorado;
- é passível de erro humano.
Relógio de ponto eletrônico
O relógio de ponto eletrônico veio como uma forma de modernizar o sistema do ponto cartográfico que agora ao invés do cartão de ponto utiliza um cartão magnético.
Essa revolução na forma de registro de ponto, permite uma maior praticidade na hora de extrair os dados de entrada e saída dos colaboradores, uma vez que os mesmos já estão no formato digital e não precisam ser digitados um por um.
Contudo, ainda exige o trabalho manual para lidar com os dados coletados pelo relógio de ponto, já que precisam ser inseridos na plataforma de escolha do RH.
Mesmo oferecendo uma maior segurança de dados, esse modelo ainda permite que um colaborador bata o ponto por outro.
Vantagens relógio de ponto eletrônico:
- Gerenciamento de usuários e controle de acesso;
- informações já digitalizadas.
Desvantagens relógio de ponto eletrônico:
- Possibilidade de fraude;
- requer o tratamento das informações por colaborador.
Ponto biométrico
O ponto biométrico é basicamente um relógio de ponto eletrônico que utiliza a impressão digital do trabalhador como forma de autenticação.
Isto oferece uma camada de segurança ainda maior uma vez que demanda a real presença do colaborador na empresa, evitando que outra pessoa use seu cartão para registrar o ponto.
Já o tratamento das informações apresenta algumas das mesmas limitações, precisando da intervenção manual de um colaborador.
Apesar de ser um dos tipos de controle de ponto mais seguros, ele ainda não atende a uma crescente tendência do mercado, o trabalho remoto.
Vantagens do ponto biométrico:
- Impossibilidade de fraude;
- informações já digitalizadas.
Desvantagens do ponto biométrico:
- Necessário intervenção manual de colaborador;
- relativamente mais caro;
- impedimento para adoção do trabalho remoto.
Ponto digital
O registro do ponto eletrônico digital pode consistir tanto num Registrador Alternativo, em os registros que precisam ser extraídos eletronicamente ou de maneira impressa, ou no Registrador via Programa.
Este último, o REP-P, pode ser feito de maneira remota e é a opção mais moderna de controle de ponto disponível no mercado, adequando-se aos novos modelos de trabalho e facilitando o dia a dia do RH.
Essa solução permite que os colaboradores registrem o seu ponto de onde estiverem utilizando seus smartphones ou computadores.
E aqui, um gestor pode se perguntar: como eu garanto a integridade dos dados?
As plataformas mais completas, como a Sólides Ponto, contam com sistemas de segurança como:
- registro de ponto offline;
- geolocalização;
- reconhecimento facial.
Graças a esses recursos, o RH tem todos os dados prontos para serem utilizados, sem a necessidade de tratamento das informações, através de relatórios personalizados.
Isso faz com que muito tempo seja economizado na rotina dos analistas de RH.
Ademais, caso o colaborador tenha esquecido de fechar o ponto, por exemplo, ele mesmo pode solicitar a correção dos dados para o RH ou gestor de forma intuitiva através da solução.
Além disso, a visualização dos dados também está disponível para o colaborador, que pode consultar seu banco de horas e outras informações relevantes ao invés de perguntar ao RH.
Vantagens do ponto digital:
- Completa personalização da solução para as necessidades da empresa;
- possibilidade de bater o ponto de qualquer lugar;
- agilidade para o processamento de dados pelo RH;
- relatórios personalizados;
- empoderamento dos colaboradores;
- valor correspondente ao tamanho da empresa;
- centralização das informações;
- suporte ao trabalho remoto.
Desvantagens do ponto digital:
- Necessita de um dispositivo para bater o ponto.
Ponto eletrônico tradicional x ponto digital: qual a diferença?
A diferença central está em onde o dado fica e quem faz o trabalho de tratá-lo.
No ponto eletrônico tradicional, o relógio biométrico ou de cartão magnético registra a marcação localmente, e alguém do DP ainda precisa extrair, tratar e lançar essas informações no sistema de folha.
No ponto digital, a marcação nasce em nuvem. Não existe etapa intermediária de digitação manual, porque o dado já chega pronto para o RH consultar ou gerar relatório.
Quanto custa manter cada sistema?
Um relógio de ponto biométrico tem um culto alto na aquisição, além de manutenção periódica, troca de peças e, eventualmente, upgrade de equipamento conforme a empresa cresce.
O ponto digital elimina essa conta. O colaborador usa o próprio smartphone ou um computador já disponível, e a empresa paga apenas a mensalidade do software, sem investimento inicial em hardware.
Quando os erros de jornada aparecem?
No modelo tradicional, tarde. Os dados só ficam disponíveis depois que alguém os retira do equipamento e insere na planilha ou no sistema, geralmente perto do fechamento da folha. Um erro de marcação só é percebido quando já é mais difícil corrigir.
No ponto digital, na hora. Gestor e colaborador acessam o registro assim que ele acontece. Um atraso, uma hora extra ou uma falta ficam visíveis no mesmo dia, não no fim do mês.
Essa diferença de timing tem peso jurídico. Segundo o Mapa do RH & DP 2025 da Sólides, o acúmulo indevido de funções responde por 25% dos processos trabalhistas, muitos deles relacionados a jornada mal documentada.
Corrigir a marcação em tempo real reduz esse tipo de exposição, porque a divergência não se acumula por semanas até virar disputa.
Porque é importante se atentar aos diferentes tipos de controle de ponto?
Os motivos para se atentar aos tipos de controle de ponto e suas características são inúmeros, trata-se de um investimento necessário para cumprir com as exigências das leis trabalhistas e também para proteção jurídica dos envolvidos.
Sendo assim, confira em detalhes alguns dos motivos para ter em mente:
Cumprir a legislação trabalhista
A legislação trabalhista regulamentou o Sistema de Registro Eletrônico de Ponto, que é regido pela Portaria 671. Com a publicação da última legislação em 2021, foi possível realizar a marcação de ponto utilizando plataformas digitais sem a necessidade de acordo coletivo.
Ela estabelece regras específicas para lidar com os dados da gestão de jornada de trabalho, a exemplo do ponto britânico, no qual os horários de entrada e saída estão predeterminados.
Ademais, ela também deixa classificados três tipos de Registrador Eletrônico de Ponto:
- REP- C: Registro de ponto convencional;
- REP-A: Registro de ponto convencional acoplado a um sistema;
- REP-P: Sistema de registro eletrônico de ponto via programa.
Proteger as partes contra processos trabalhistas
Imagine que um colaborador resolve processar a empresa por não pagar horas extras. Isso pode se tornar um verdadeiro pesadelo, especialmente se o colaborador em questão não tiver trabalhado a mais.
Mas como comprovar isso se a empresa adotou o Livro de Ponto como forma de controle e, ainda, usava o ponto britânico.
Esse tipo de registro de jornada de trabalho não tem validade legal e a empresa precisará provar a tentativa de fraude cometida pelo colaborador.
O inverso também é real. Por exemplo, ao visualizar as horas trabalhadas através do aplicativo (no caso do ponto digital), o trabalhador pode identificar banco de horas ou horas extras e, se for o caso, cobrar a empresa e acioná-la judicialmente, se necessário. O que não seria possível sem um registro de ponto fidedigno.
Calcular corretamente a as horas trabalhadas
Alguns tipos de controle de ponto estão propensos a erro humano. Não tem para onde correr, quando é preciso digitar a mão as informações ou mesmo transferir entre plataformas, erros podem acontecer.
Sendo assim, é bastante importante levar isso em consideração na hora de escolher um sistema, uma vez que pagamentos incorretos podem virar questões judiciais ou afetar profundamente o clima organizacional da sua empresa.
Ademais, sistemas inteligentes, como é o caso do ponto digital, oferecem inúmeras vantagens nesse sentido, uma vez que permitem a centralização dos dados em uma única plataforma, agilizando a rotina e permitindo uma maior dedicação a atividades estratégicas do RH.
Como escolher o tipo de ponto eletrônico para o seu modelo de negócio?
Existem inúmeros fatores que devem ser levados em consideração antes de escolher o melhor tipo de controle de ponto para a sua empresa. Alguns deles são:
- número de colaboradores;
- trabalhadores remotos;
- cultura da empresa;
- fluxo de trabalhadores;
- taxa de crescimento da empresa.
Com isso em mente, fica mais fácil compreender qual o controle de ponto de melhor satisfaz as suas necessidades.
Contudo, levando em consideração facilidade e eficiência, um método se destaca: o ponto digital.
Além de evitar filas dentro da empresa para bater o ponto através do cartão ou impressão digital, contempla os trabalhadores que atuam de maneira externa, em home office ou híbrida, uma crescente tendência do mercado.
Isso possibilita uma flexibilização da forma de trabalho, o desenvolvimento da cultura organizacional e uma maior satisfação geral dentre os colaboradores.
Além disso, as melhores soluções do mercado podem se adaptar às necessidades da sua empresa.
Ademais, a possibilidade de integrar as soluções digitais com os mais diversos softwares utilizados na gestão da empresa – a exemplo do utilizado pelo Financeiro – tem o potencial de agilizar os processos, evitando atrasos.
O controle de ponto digital confere confiabilidade nas informações de ponto, oferecendo transparência aos funcionários e otimização das rotinas de RH. Desta forma, mitiga riscos de judicialização.
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Conheça o sistema de controle de ponto digital da Sólides
Se a sua empresa busca mais segurança no registro da jornada e menos retrabalho no fechamento do ponto, vale conhecer o controle de ponto digital da Sólides. A solução automatiza o registro de horários, ajuda a reduzir erros operacionais e apoia o cumprimento da legislação trabalhista.
Além disso, reúne recursos como controle de jornada, relatórios automatizados, registro offline, gestão de colaboradores e funcionalidades que aumentam a rastreabilidade das marcações.
Com reconhecimento facial, geolocalização e integração com a folha, o Departamento Pessoal ganha mais agilidade, mais controle e mais confiança nos dados.
Relembre tudo que abordamos neste artigo sobre tipos de controle de ponto eletrônico:
O ponto digital se destaca porque confere confiabilidade nas informações de ponto, oferecendo transparência aos funcionários e otimização das rotinas de RH. Desta forma, mitiga riscos de judicialização.
Cumprir a legislação trabalhista, proteger as partes contra processos trabalhistas, e calcular corretamente as horas trabalhadas.
Nenhum tipo específico é obrigatório. O artigo 74 da CLT exige que empresas com mais de 20 colaboradores mantenham algum controle de jornada, mas a legislação não determina qual tecnologia usar. A escolha fica a critério da empresa, desde que o sistema atenda às regras da Portaria 671.
Depende do plano de crescimento. Para menos de 20 colaboradores, sem obrigatoriedade legal, o livro de ponto ainda resolve com baixo custo. Mas se a empresa pretende crescer ou contratar equipe remota, migrar para o digital direto evita troca de sistema mais à frente.
São as três categorias de Registrador Eletrônico de Ponto definidas pela Portaria 671. REP-C é o relógio convencional instalado na empresa. REP-A é um sistema alternativo, geralmente offline, que exige acordo coletivo. REP-P é o software em nuvem, acessível de qualquer lugar, sem essa exigência prévia.
Sim, desde que os dados sejam exportados do sistema antigo antes da migração. A maioria dos fornecedores de ponto digital oferece suporte para importar esse histórico, mas vale confirmar esse processo com o fornecedor antes de fechar contrato.
Não. Ponto biométrico usa impressão digital em um equipamento fixo instalado na empresa, exigindo presença física. Ponto digital funciona em nuvem, acessível por smartphone ou computador, com opções como reconhecimento facial e geolocalização. Um sistema digital pode até incluir biometria, mas não se limita a ela.
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