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25 principais indicadores de RH e como calcular!

Os indicadores de RH, ou KPIs, são ferramentas que ajudam a medir os resultados das ações da equipe de Recursos Humanos de uma empresa.
Tempo de leitura: 16 min
indicadores de RH

Você sabe como medir o sucesso das atividades do setor de Recursos Humanos? Apesar dos esforços, muitos profissionais da área ainda enfrentam dificuldades para transformar ações em dados concretos que comprovem seu impacto. Para isso, existem os indicadores de RH.

Eles ajudam a mensurar o desempenho e a tomar decisões estratégicas baseadas em dados. Existem diversos tipos de KPIs que podem ser utilizados pela Gestão de Pessoas para otimizar diferentes aspectos do departamento.

Pensando nisso, elaboramos este guia com os 25 principais indicadores de RH e como calculá-los. Quer saber mais? Então continue a leitura!

O que são indicadores de RH?

Indicadores de RH são dados quantitativos e qualitativos usados para monitorar diferentes aspectos da gestão de pessoas. Eles ajudam a medir o desempenho da área de Recursos Humanos em um determinado período.

Esses indicadores são essenciais para o bom funcionamento da organização, pois permitem diagnosticar a gestão e avaliar os resultados de ações internas.

Com base nas informações fornecidas pelos indicadores, os gestores conseguem tomar decisões mais embasadas e estratégicas, otimizando a gestão.

Alguns exemplos comuns de indicadores de RH incluem taxa de turnover, absenteísmo, tempo médio de contratação e retorno sobre o investimento (ROI).

Vale destacar que qualquer métrica pode ser um indicador, mas nem todas são estratégicas. Isso depende dos objetivos da empresa e das ações que ela pretende implementar.

O que são KPIs de RH?

O termo KPI (Key Performance Indicator) significa indicador-chave de desempenho. Ou seja, são indicadores mais estratégicos para a empresa.

Enquanto os indicadores de RH abrangem qualquer métrica qualitativa ou quantitativa, os KPIs são selecionados com base nos objetivos organizacionais e têm um papel fundamental na tomada de decisão.

Dessa forma, os KPIs são as métricas que devem ser monitoradas de perto para garantir que a empresa alcance os resultados propostos em seu planejamento estratégico.

Por exemplo, a taxa de turnover pode ser apenas um indicador, mas se a empresa enfrenta dificuldades na retenção de talentos e estabelece uma meta para reduzir a rotatividade, essa métrica se torna um KPI essencial, exigindo acompanhamento contínuo.

25 indicadores de RH estratégicos para você acompanhar 

Quando bem utilizados, os indicadores de RH conduzem os gestores em suas decisões, provocando impacto em todos os demais setores da organização. 

Quer entender quais são os mais estratégicos? A seguir, listamos 25 KPIs de RH e dicas para calculá-los.

  • Rotatividade de funcionários (turnover);
  • Custo do turnover;
  • Índice de retenção de talentos;
  • Taxa de absenteísmo;
  • Frequência;
  • Desempenho de funcionários;
  • Produtividade no expediente de trabalho;
  • Retorno sobre investimentos (ROI);
  • Clima organizacional;
  • Tempo médio de empresa;
  • Índice de reclamações trabalhistas;
  • Cálculo de competitividade salarial;
  • Produtividade de treinamentos;
  • Custo de treinamento por funcionário;
  • Avaliação de aprendizagem;
  • Headcount;
  • Tempo de fechamento de vaga;
  • Taxa de vagas fechadas no prazo;
  • Custo de contratação;
  • Folha de pagamento;
  • Relação de horas extras/horas trabalhadas;
  • Custos per capita de benefícios;
  • Taxa de promoção;
  • eNPS (Employee Net Promoter Score);
  • Índice de reclamação dos clientes.

1. Rotatividade de funcionários (turnover)

A taxa de rotatividade, ou turnover, mede a frequência com que os colaboradores entram e saem da empresa. Ela considera todos os tipos de desligamento: voluntário, involuntário, funcional ou disfuncional.

Esse indicador permite que o RH avalie o volume de evasão dos funcionários e identifique possíveis problemas, como contratações inadequadas, lideranças despreparadas, salários incompatíveis ou um clima organizacional desfavorável.

De acordo com dados do Panorama Gestão de Pessoas, o Brasil tem a maior taxa de rotatividade do mundo: 51,3% ao ano. Isso significa que 1 a cada 2 funcionários pediu demissão ou foi desligado nos últimos 12 meses.

Esse alto índice representa um custo de mais de R$ 600 bilhões ao ano para as organizações, considerando despesas trabalhistas e perda de produtividade.

Diante desse cenário, monitorar a taxa de rotatividade deve ser uma prioridade estratégica. Para isso, é preciso utilizar a seguinte fórmula: 

  • Turnover = (número de admissões + número de demissões/2) / número total de colaboradores x 100.

2. Custo do turnover

Os custos de uma contratação errada ou de um pedido de desligamento vão muito além daqueles calculados na rescisão contratual. 

Eles envolvem tudo o que a empresa gasta com a rotatividade, desde custos legais, como aviso prévio e multa rescisória, até despesas com o treinamento de um novo colaborador, por exemplo.

Por isso, é preciso levar em conta as diversas variáveis e utilizar a seguinte fórmula:

  • Custo de turnover = custos de rescisão + custos de recrutamento e seleção + custos de treinamento + perda de produtividade.

Esse valor pode variar de acordo com o nível do cargo e o impacto da saída do profissional. O estudo “There Are Significant Business Costs to Replacing Employees” aponta que o custo médio para substituir um funcionário altamente qualificado pode chegar a 213% do seu salário anual, por exemplo.

Diante desse cenário, empresas com alta rotatividade devem monitorar essa métrica para reduzir custos e aprimorar a retenção de talentos.

Uma maneira eficaz de fazer isso é utilizando a Calculadora de Rotatividade da Sólides, uma ferramenta gratuita que permite uma análise detalhada do impacto financeiro da rotatividade.

3. Índice de retenção de talentos

O índice de retenção de talentos tem como objetivo medir a eficiência das estratégias voltadas para a manutenção da equipe. A partir desse indicador, é possível avaliar e planejar ações para aumentar o engajamento de funcionários e reduzir o turnover.

Ferramentas como avaliações de desempenho e pesquisas de clima organizacional podem ajudar a identificar, de forma preventiva, possíveis pontos de atenção, permitindo que a empresa atue antes que a rotatividade se torne um problema.

Além disso, é possível calcular o índice de retenção utilizando a seguinte fórmula

  • Índice de retenção = (1 – taxa de rotatividade) x 100%.

Assim, por exemplo, se uma empresa com 100 colaboradores registra 10 desligamentos em um determinado período, a taxa de rotatividade seria de 10%. Portanto, seguindo o cálculo acima, a taxa de retenção é de 90%.

4. Taxa de absenteísmo

A taxa de absenteísmo é o indicador de RH que mede a quantidade de profissionais que se ausentaram de suas funções durante um determinado período. Esse índice considera afastamentos, atrasos e, principalmente, faltas pontuais, sendo um importante termômetro do nível de satisfação e engajamento dos colaboradores com o trabalho.

Vale lembrar que é fundamental avaliar se há um problema recorrente e generalizado de desengajamento. Em ambientes de trabalho adequados e acolhedores, a tendência é que o absenteísmo seja menor.

Para calcular a taxa de absenteísmo, multiplica-se o número de colaboradores pelo total de horas que deveriam ser trabalhadas no mês (ou seja, as horas de produção esperadas pela empresa). A fórmula utilizada é:

  • Taxa de absenteísmo = (horas de trabalho perdidas/horas de trabalho) x 100.

Quer um exemplo? Se um funcionário deveria trabalhar 160 horas no mês, mas teve 20 horas de ausência, o cálculo será: taxa de absenteísmo = (20/160) x 100, que dá 12,5%.

Em geral, um índice saudável de absenteísmo fica abaixo de 4%.

5. Frequência

Para complementar a análise do absenteísmo, é essencial avaliar também a frequência dos colaboradores. Esse indicador reflete o comprometimento dos profissionais com a empresa e permite uma visão mais detalhada sobre os dias úteis em que cada colaborador esteve presente ou ausente.

A fórmula para calcular a frequência dos colaboradores é:

  • Frequência = (dias trabalhados/dias úteis) x 100.

Vamos a um exemplo desse cálculo. Se um funcionário trabalhou 19 dias em um mês com 20 dias úteis, o cálculo será: (19/20) x 100 = 95%.

Caso a empresa enfrente desafios com atrasos e faltas frequentes, podem ser implementados programas de incentivo à produtividade e bonificação, estimulando os colaboradores a manterem a pontualidade. 

Além do reconhecimento, um maior senso de responsabilidade pode aumentar o engajamento da equipe.

Para garantir um acompanhamento preciso desse indicador, a marcação de ponto é fundamental. Nesse sentido, ferramentas tecnológicas, como os softwares de RH, são ótimas soluções para automatizar e facilitar esses cálculos.

💡 Descubra quais são os temas de RH mais abordados no momento!

6. Desempenho de funcionários

O desempenho de um grupo é medido por três elementos fundamentais: custo, tempo e qualidade. Por meio do indicador de performance, é possível obter uma visão mais precisa do retorno de cada departamento e determinar o nível de atenção necessário para cada equipe.

Dependendo do tipo de negócio, outros indicadores de Recursos Humanos podem ser incorporados para tornar essa métrica ainda mais precisa, garantindo uma análise alinhada às necessidades da empresa.

Para avaliar a performance dos colaboradores de forma eficaz, é essencial conhecer os diferentes tipos de avaliação de desempenho e identificar qual método é mais adequado para a sua equipe.

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7. Produtividade no expediente de trabalho

A eficiência de uma organização está diretamente ligada à sua produtividade. Isso significa produzir mais, otimizar recursos e minimizar erros. Dessa forma, por meio desse KPI de RH, também é possível identificar os colaboradores com melhor desempenho dentro da equipe.

Para calcular o quanto o expediente de trabalho é realmente produtivo, pode-se utilizar a seguinte fórmula:

  • Produtividade = produtos ou serviços gerados/recursos utilizados.

Um exemplo de como usar essa fórmula é:

  • Serviços gerados: 100 vendas realizadas;
  • Recursos utilizados: 10 colaboradores;
  • Produtividade: 100 ÷ 10 = 10 vendas por colaborador.

8. Retorno sobre investimentos (ROI)

A sigla ROI (Return on Investment) representa o indicador que mede o quanto uma empresa está ganhando ou perdendo em cada investimento realizado. No contexto de RH, ele é essencial para avaliar o impacto financeiro das estratégias adotadas na gestão de pessoas.

A fórmula para calcular o ROI em Gestão de Pessoas é:

  • ROI = (ganho obtido – investimento inicial)/investimento inicial x 100%.

Vamos a um exemplo de cálculo de ROI. Se o ganho obtido foi de R$ 10.000, a partir de um investimento inicial de  R$ 5.000, temos: 

  • (10.000-5.000)/5.000 x 100 = 100% de ROI. 

Isso significa que o retorno foi o dobro do investimento inicial, demonstrando um alto impacto positivo.

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9. Clima organizacional

Um alto nível de satisfação dos funcionários está diretamente ligado à maior produtividade e ao alcance dos objetivos organizacionais. Mas como mensurar um dado tão subjetivo? 

Isso pode ser feito por meio das pesquisas de clima organizacional, que avaliam a percepção dos colaboradores e a forma como eles se sentem em relação ao ambiente de trabalho.

É importante entender que esse indicador está relacionado a diversos fatores, como qualidade da liderança, rotina de trabalho, engajamento das equipes, benefícios oferecidos, planos de carreira, entre outros.

Para obter insights mais precisos, é essencial utilizar ferramentas e softwares especializados que permitam a criação de pesquisas completas. Dessa forma, a empresa consegue identificar conflitos, frustrações e expectativas desalinhadas, possibilitando uma gestão mais eficiente e direcionada.

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10. Tempo médio de empresa

O Tempo Médio de Empresa (TME) é um indicador de RH que mede a média de tempo que os colaboradores permanecem na organização. 

Esse dado é essencial para entender a retenção de talentos e pode indicar a eficiência das políticas de gestão de pessoas, como desenvolvimento profissional, cultura organizacional, plano de carreira e benefícios.

Para calcular o TME, você deve utilizar a fórmula:

  • Tempo médio (meses) = soma do tempo de permanência de todos os funcionários na empresa/número total de profissionais.

Por exemplo, se uma equipe tem 12 pessoas e elas estão há 192 meses na empresa, isso significa que, em média, os funcionários permanecem 16 meses na organização.

11. Índice de reclamações trabalhistas

Esse indicador de RH está diretamente relacionado à legislação trabalhista. A empresa deve garantir a conformidade com as leis vigentes e a carga tributária associada à manutenção de seus funcionários. 

Ao medir esse KPI, é possível identificar falhas na gestão, além de levantar pontos de melhoria nos processos e no clima organizacional.

A fórmula para calcular esse indicador é:

  • Reclamações trabalhistas = (número de reclamações trabalhistas/quantidade de profissionais desligados) x 100.

12. Cálculo de competitividade salarial

Um salário competitivo influencia diretamente a satisfação e o comprometimento dos colaboradores. Para avaliar esse fator, utiliza-se o indicador de RH SCR (Salary Competitiveness Ratio), que mede a competitividade salarial da empresa em relação ao mercado:

  • SCR = salário oferecido na empresa/salário oferecido por outras empresas.

Se o resultado for menor que 1, isso indica que a empresa oferece salários abaixo da média do mercado, o que pode representar uma desvantagem competitiva na atração e retenção de talentos.

13. Produtividade de treinamentos

O indicador de produtividade de treinamentos é das formas mais eficazes de aumentar a produtividade dos colaboradores. Oferecer oportunidades de aprendizado estimula o desenvolvimento contínuo, tanto no âmbito pessoal quanto profissional.

A curto prazo, o foco desses treinamentos não deve ser apenas o retorno financeiro, mas sim o fortalecimento do capital humano. Para avaliar a efetividade dessas iniciativas, o RH pode utilizar alguns indicadores de treinamento, com os seguintes cálculos:

  • Taxa de adesão: mede a porcentagem de colaboradores que se inscreveram e participaram do treinamento. A fórmula é: taxa de adesão = (número de participantes/número total de colaboradores) x 100;
  • Taxa de retenção: indica a porcentagem de colaboradores que concluíram o treinamento. O cálculo fica = (número de colaboradores que concluíram o treinamento/número de inscritos) x 100;
  • Aplicação do conhecimento: ajuda a entender quanto dos novos conhecimentos estão sendo, de fato, utilizados. Para medir, peça ajuda aos gestores para realizar esse acompanhamento, solicitando feedbacks constantes.

14. Custo de treinamento por funcionário

O custo de treinamento por funcionário ajuda a medir o investimento que a empresa faz no desenvolvimento de seus colaboradores. Ele permite avaliar se os recursos destinados à capacitação estão sendo bem utilizados e se há um retorno positivo para o negócio.

A fórmula para mensurar esse indicador é:

  • Custo de treinamento por funcionário = total investido em treinamentos / número de colaboradores treinados.

Assim, se uma empresa investiu R$ 50.000,00 em treinamentos durante um ano e treinou 250 colaboradores, o cálculo seria: 50.000 / 250 = R$ 200,00 por colaborador.

15. Avaliação de aprendizagem

Essa métrica ajuda a descobrir o nível de absorção dos conteúdos passados em programas de treinamento e desenvolvimento, para entender a efetividade das ações. 

Existem diferentes formas de mensurar esse indicador, mas uma das mais comuns é por meio de testes realizados antes e depois do treinamento. A partir daí, aplica-se a seguinte fórmula:

  • Índice de aprendizagem = (nota pós-treinamento−nota pré-treinamento/ nota máxima) x 100.

Além dos testes, é possível utilizar autoavaliações com os próprios colaboradores ou solicitar feedbacks dos gestores diretos. 

16. Headcount

O indicador de headcount tem o objetivo de representar a quantidade de profissionais de uma empresa e acompanhar se esse número aumentou ou diminuiu ao longo de um determinado período.

Além de tornar o trabalho da Gestão de Pessoas mais eficiente, esse indicador auxilia na criação de estratégias alinhadas aos objetivos e metas da organização. Para uma análise mais detalhada, o uso de plataformas de RH pode ser uma excelente ferramenta.

Para calcular o headcount, basta somar o total de colaboradores da empresa em intervalos regulares, por exemplo, mensal ou anualmente. Dessa forma, é possível realizar comparações ao longo do tempo e entender se a equipe está crescendo, se mantendo estável ou se está reduzindo.

17. Tempo de fechamento de vaga

O indicador de tempo de fechamento de vagas determina a duração de um processo seletivo e medir a eficiência do recrutamento e seleção. Ele pode ser calculado da seguinte forma:

  • Prazo de fechamento de vaga = tempo total gasto para fechar as vagas / número de vagas.

Por exemplo, se o tempo total gasto para preencher quatro vagas foi de 20 dias, o cálculo seria: 20 ÷ 4 = 5 dias.

Ao acompanhar essa métrica, o RH pode tornar o processo de contratação mais estratégico, especialmente quando combinado com outros indicadores relacionados à atração e retenção de talentos.

18. Taxa de vagas fechadas no prazo

Outro indicador importante no processo de recrutamento e seleção é a taxa de vagas fechadas no prazo, que permite avaliar se os prazos estão sendo cumpridos. A fórmula para esse cálculo é:

  • Vagas fora do prazo = (vagas fora do prazo / total de vagas) x 100.

Por exemplo, se 5 das 30 vagas abertas foram preenchidas fora do prazo, o cálculo seria: (5 ÷ 30) x 100 = 16,6%. Quanto mais próximo de zero, melhor a eficiência no fechamento das vagas dentro do prazo estipulado.

19. Custo de contratação

O custo de contratação mede o valor total investido para preencher uma vaga dentro da empresa. Esse KPI ajuda a avaliar a eficiência do processo de recrutamento e seleção, para otimizar despesas e melhorar a estratégia de captação de talentos.

A fórmula para calcular o indicador é:

  • Custo de contratação = custo total do recrutamento e seleção / número de novas contratações. 

Entre os custos, é preciso considerar ferramentas de recrutamento, salários e benefícios de recrutadores, gastos com triagem, entrevistas e testes técnicos, anúncios de vagas, custos de onboarding e perda de produtividade durante o período de adaptação. 

20. Folha de pagamento

A folha de pagamento é onde o RH consegue visualizar o valor total investido nos profissionais, incluindo salários, horas extras, benefícios e premiações.

Esse KPI é essencial para analisar o impacto da folha salarial nas finanças da empresa, permitindo compará-la com indicadores como faturamento bruto e líquido. Dessa forma, é possível avaliar a sustentabilidade dos custos com pessoal e planejar estratégias mais eficientes de gestão financeira.

21. Relação de horas extras/horas trabalhadas

Este é um indicador diretamente ligado à produtividade. A relação entre horas extras e horas trabalhadas permite avaliar se há um gasto excessivo com trabalho, além da jornada regular (inclusive as horas acumuladas no banco de horas) e medir o desempenho das equipes.

Um número elevado de horas extras pode indicar que o trabalho não está sendo realizado de forma eficiente durante o expediente. Nesse caso, é essencial investigar as causas para que os gestores possam otimizar a produtividade e o uso do tempo da equipe ou, caso necessário, realizar novas contratações.

22. Custos per capita de benefícios

Esse índice compara os gastos totais com benefícios em um determinado período com o número de profissionais na folha de pagamento no mesmo intervalo.

Os resultados são fundamentais tanto para a avaliação de custos quanto para o planejamento estratégico de carreira e retenção de talentos. Com esse indicador, é possível verificar se os investimentos nessa frente estão sendo efetivos.

A fórmula para calcular o custo per capita é:

  • Custo per capita = total de custos com benefícios / headcount.

23. Taxa de promoção

A taxa de promoção é um indicador de RH que mede a porcentagem de funcionários promovidos dentro da empresa em um determinado período. Esse KPI reflete a eficácia dos planos de carreira, programas de desenvolvimento e a valorização dos talentos internos.

Para calcular o indicador, é preciso aplicar a fórmula: 

  • Taxa de promoção: (número de funcionário promovidos / total de funcionários) x 100.

24. eNPS (Employee Net Promoter Score)

Derivado do Net Promoter Score (NPS), o eNPS (Employee Net Promoter Score) é um indicador utilizado para medir o grau de engajamento e satisfação dos funcionários no ambiente de trabalho. Ele é aplicado por meio de um questionário com perguntas como:

  • Quão satisfeito você está com seu local de trabalho atual?
  • O quanto seu local de trabalho atual atende às suas expectativas?
  • Quão próximo seu local de trabalho atual está do ideal para você?

As respostas são dadas em uma escala de 0 a 10, sendo 10 a melhor avaliação. Após coletar as respostas, classifique os funcionários em três categorias:

  • Promotores (notas de 9 a 10): são colaboradores altamente engajados e satisfeitos;
  • Neutros (notas de 7 a 8): funcionários indiferentes, que não impactam no cálculo do eNPS;
  • Detratores (notas de 0 a 6): indicam insatisfação e risco de turnover.

A fórmula para o cálculo do eNPS é:

  • eNPS = % de promotores – % de detratores.

O ideal é que o eNPS seja superior a 60%, indicando um alto nível de engajamento e satisfação entre os colaboradores.

25. Índice de reclamação dos clientes

Quando as reclamações estão relacionadas ao atendimento, elas se conectam diretamente aos Recursos Humanos e podem indicar a necessidade de treinamentos ou ajustes na equipe. Para medir o número de queixas dos clientes, utiliza-se a seguinte fórmula:

  • Índice de reclamações = (número de reclamações / número de clientes) x 100

Para garantir um atendimento de excelência, é essencial investir em treinamentos específicos para as equipes que lidam diretamente com o público.

Indicadores comportamentais: como usar no RH?

Além dos indicadores gerais, utilizados pelos RH para monitorar a gestão de pessoas como um todo, também é possível acompanhar indicadores comportamentais, que medem aspectos individuais dos colaboradores

A Sólides tem uma ferramenta exclusiva que pode contribuir para essa análise: o Profiler. Essa solução de mapeamento traz como base a teoria DISC outras 7 metodologias e gera um relatório completo com mais de 50 informações sobre o perfil do colaborador. 

Para saber mais, assista ao vídeo completo e aproveite para se inscrever no canal do YouTube da Sólides!

A seguir, vamos explorar melhor cada um dos indicadores apresentados no relatório Profiler:

  • Energia: força, disposição e motivação do profissional para entregar resultados;
  • Exigência do meio: o quanto o profissional se sente cobrado por fatores externos, como ambiente de trabalho ou rotina;
  • Aproveitamento: o quanto o colaborador se sente aproveitado e valorizado em seu ambiente de trabalho;
  • Moral: o quanto o colaborador conhece suas habilidades naturais e está satisfeito com suas entregas e funções;
  • Positividade: o quanto o funcionário se sente satisfeito consigo mesmo no nível pessoal;
  • Flexibilidade: capacidade de se adaptar e mudar comportamentos, se necessário;
  • Amplitude: o quanto o profissional afeta o ambiente à sua volta e como o ambiente afeta sua produtividade;
  • Automotivação: a energia de longo prazo para continuar as tarefas diárias;
  • Incitabilidade: a velocidade de resposta ao se deparar com um novo projeto, desafio ou problema. 

É importante entender que o Profiler trabalha com tendências de comportamento. Sendo assim, os indicadores são apenas uma das formas de análise dentro do relatório. Eles podem ser combinados com outras informações valiosas, como gráficos do Profiler, o perfil comportamental e suas características predominantes. 

Quais são os tipos de indicadores usados pelo RH?

Existem diversos tipos de métricas de RH que podem ser utilizadas para medir a eficácia da Gestão de Pessoas e garantir estratégias alinhadas. Mais a frente, vamos explorar cada um deles e como calculá-los. 

Mas de forma geral, podemos dividi-los em 7 tipos:

  • Indicadores de retenção e turnover: medem a permanência dos talentos na empresa (ex. taxa de rotatividade e tempo médio de empresa);
  • Indicadores de desempenho e produtividade: monitoram a eficiência dos colaboradores e das equipes (ex. absenteísmo e horas extras vs. horas trabalhadas);
  • Indicadores de clima organizacional e engajamento: medem o nível de satisfação e motivação dos colaboradores (ex. pesquisas de clima organizacional e eNPS);
  • Indicadores de benefícios e remuneração: analisam a competitividade salarial e os custos com benefícios (ex. custo per capita de benefícios e cálculo de competitividade salarial);
  • Indicadores de treinamento e desenvolvimento: avaliam o impacto dos programas de capacitação (ex. custo de treinamento por funcionário e produtividade de treinamentos);
  • Indicadores de recrutamento e seleção: avaliam a eficiência e a qualidade dos processos seletivos (ex. tempo médio de fechamento de vaga e custos de contratação);
  • Indicadores comportamentais: acompanham aspectos subjetivos relacionados à cultura organizacional e ao comportamento individual dos colaboradores (ex.energia e flexibilidade). 

Qual a diferença entre métricas e indicadores?

As métricas são medidas brutas de um determinado indicador, funcionando de maneira operacional e apresentando um valor numérico. Já os indicadores são compostos por dados estratégicos, cujo objetivo é fornecer informações relevantes para apoiar a tomada de decisão em nível tático.

Em resumo, medir os resultados de indicadores significa transformar conceitos abstratos em números, permitindo a análise dos resultados de cada ação e a correção de possíveis problemas.

Qual é a importância de medir resultados de RH corretamente?

Toda empresa precisa diagnosticar corretamente a atuação de suas equipes, certo? É por isso que metrificar os indicadores de RH é tão importante. Imagine que você precise estabelecer um indicador de desempenho na sua empresa. Com ele, será possível identificar o que os times precisam melhorar, seus pontos fracos e fortes.

Mas como medir isso com precisão? É aí que entram as métricas, responsáveis por quantificar, por exemplo, a defasagem entre o desempenho esperado e a realidade.

A partir do cruzamento desses dados, é possível criar estratégias para orientar os líderes, promover o desenvolvimento das equipes e aprimorar a gestão.

A metrificação dos indicadores, portanto, traz diversos benefícios, como melhor desempenho dos colaboradores, aumento da produtividade e otimização dos resultados. Assim, o setor de RH evolui para uma atuação cada vez mais estratégica, orientada a resultados e valorizada dentro da empresa.

É preciso usar todos os indicadores de RH?

Não, não é necessário utilizar todos os indicadores de RH. Como vimos, existe uma diferença entre indicadores e KPIs. Os indicadores são métricas que podem ser utilizadas de forma estratégica. Mas isso não significa que todos eles, necessariamente, precisam ser monitorados pela empresa. 

A escolha dos KPIs depende das necessidades do negócio, dos objetivos estratégicos e dos desafios específicos enfrentados pelo setor de Recursos Humanos.  

Se a prioridade é reduzir custos com turnover, por exemplo, foque em indicadores como taxa de turnover, tempo médio de empresa e índice de retenção. Já se a preocupação é aumentar a produtividade, indicadores como horas extras vs. horas trabalhadas e produtividade por funcionário são mais úteis.

É válido destacar que nem todos os indicadores são fáceis de calcular. Por isso, o ideal é escolher aqueles que fornecem insights úteis sem demandar um grande esforço de monitoramento. Além disso, contar com plataformas de RH pode ajudar a otimizar e automatizar essa coleta de dados. 

Como melhorar a análise de indicadores de RH?

Como vimos, existem diversos indicadores de RH que são estratégicos para o sucesso do negócio. No entanto, além de conhecer esses KPIs, é fundamental garantir que todos os dados sejam medidos corretamente antes de definir qualquer estratégia corporativa.

Para evitar erros na análise e manipulação de um grande volume de informações, o ideal é contar com uma plataforma completa de RH com People Analytics. Essa solução permite unificar todos os dados em um só lugar, facilitando a tomada de decisões com base em informações reais e confiáveis apresentadas em dashboards intuitivos e de fácil interpretação.

O People Analytics, ou Análise de RH, é uma abordagem orientada por dados que coleta, organiza e interpreta informações sobre os colaboradores. 

Com o uso de tecnologia e inteligência de dados, essa ferramenta ajuda a identificar padrões de comportamento, prever tendências e aprimorar a gestão de talentos, otimizando processos para aumentar a eficiência organizacional com base em insights precisos.

Como implementar o People Analytics na empresa?

Ferramentas com People Analytics podem ser implementadas por empresas de todos os tamanhos. O primeiro passo é escolher um software que atenda as necessidades do seu negócio

Depois disso, determine quais métricas você quer acompanhar com base nos objetivos traçados. O ideal é optar por um sistema como a Sólides, que centralize os dados de diferentes fontes, como pesquisas de clima, avaliações de desempenho e registros de ponto.

Portanto, não basta apenas coletar informações, os dados de RH precisam ser transformados em estratégias práticas. Caso você identifique um alto turnover, por exemplo, pode ser necessário melhorar a experiência do colaborador, ajustar benefícios ou investir em treinamentos. 

Após definir o plano de ação, monitore continuamente os impactos das mudanças e ajuste as estratégias conforme necessário para garantir que os objetivos sejam atingidos.

Agora que você já conhece os indicadores de desempenho mais utilizados pelo RH, que tal aprofundar seus estudos e se tornar uma autoridade no assunto?

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Foto de Sabrina Camilo
Sabrina Camilo
Analista Comportamental na Sólides e graduada em Administração pela UNA, é facilitadora da Formação Profiler. Com experiência em gestão comportamental e Sales Enablement, atua conectando a análise de perfis à estratégia de negócios para potencializar a liderança, o desenvolvimento humano e a gestão estratégica de pessoas.

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